Ciência

'Super Júpiter' prova existência de planetas em locais improváveis

O planeta, situado a cerca de 325 anos-luz da Terra, é um gigante de gás aparentemente semelhante a Júpiter na composição, mas cerca de 11 vezes mais maciço

Modelo de computador de exoplaneta conhecido como LHS 3844b. (NASA-JPL/Reuters)

Modelo de computador de exoplaneta conhecido como LHS 3844b. (NASA-JPL/Reuters)

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Reuters

Publicado em 8 de dezembro de 2021 às 19h30.

Última atualização em 9 de dezembro de 2021 às 09h47.

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Um dos maiores planetas já detectados orbita a uma distância enorme duas estrelas cuja massa combinada é mais de dez vezes maior que a do nosso sol, uma família celestial extrema que destrói as suposições a respeito do tipo de lugar onde planetas podem existir.

O planeta, situado a cerca de 325 anos-luz da Terra, é um gigante de gás aparentemente semelhante a Júpiter na composição, mas cerca de 11 vezes mais maciço, disseram pesquisadores nesta quarta-feira. Ele pertence a uma classe planetária denominada "super Júpiters", que ultrapassam a massa do maior planeta do nosso sistema solar.

Ele orbita um par de estrelas gravitacionalmente presas uma à outra, um chamado sistema binário, e tem o que pode ser a órbita mais ampla de qualquer planeta conhecido: cerca de 100 vezes mais ampla do que a órbita de Júpiter ao redor do nosso sol e cerca de 560 vezes mais ampla do que a da Terra.

Até agora, nunca se havia encontrado um planeta orbitando uma estrela com mais do que três vezes a massa do sol. Estrelas maiores do que isso emitem tanta radiação que se acreditava que seu calor impedia o processo de formação planetária. A nova descoberta acaba com esta crença.

"A formação planetária parece ser um processo incrivelmente diversificado. Ela superou nossa imaginação muitas vezes no passado e provavelmente continuará a fazê-lo no futuro", disse o astrônomo Markus Janson, da Universidade de Estocolmo da Suécia, o principal autor da pesquisa publicada no periódico científico Nature.

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