SpaceX tenta nesta semana missão que pode transformar exploração espacial

A empresa de Elon Musk tenta na terça-feira (6) pousar um foguete em uma plataforma no oceano
 (Divulgação)
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Gabriel GarciaPublicado em 03/01/2015 às 08:54.

O primeiro lançamento da SpaceX em 2015 foi marcado para 9h20 (horário de Brasília) da terça-feira (6) e está sendo considerado como um dos eventos mais importantes do ano para a exploração espacial.

A decolagem da espaçonave Dragon irá transportar 1,6 tonelada de experimentos científicos, comida, água e outros suprimentos para a Estação Espacial Internacional.

Mas a parte mais importante da missão acontece na volta. Depois que o foguete Falcon 9 esvaziar a maior parte de seu combustível, ele irá se desacoplar da Dragon.

Então, o foguete, utilizando navegação por GPS, irá descer até uma plataforma flutuante no oceano atlântico.

Segundo a SpaceX, o pouso do Falcon 9 será como “equilibrar um cabo de vassoura nas mãos durante uma tempestade”.

Até agora, nos testes, a empresa conseguiu precisão de 10 quilômetros no pouso. O problema é que a empresa precisa de 10 metros de precisão para que o pouso seja bem sucedido.

Nunca um foguete foi recuperado para ser reutilizado. Se o pouso do dia 6 de janeiro for bem sucedido, a SpaceX estará inaugurando um novo momento da exploração espacial: os custos seriam reduzidos em 100 vezes, segundo Musk.

A SpaceX havia marcado o lançamento da próxima terça para 19 de dezembro, mas depois que os motores do foguete Merlin 1D falharam durante um teste em 17 de dezembro, a empresa remarcou a decolagem para janeiro.

Um segundo teste em 19 de dezembro foi bem sucedido, dando o sinal verde para o lançamento da próxima terça. Elon Musk, fundador e presidente da empresa, afirma existe 50% de chance do pouso ser bem sucedido.

No ano passado, a SpaceX fez várias tentativas de pousar um foguete no oceano. Um pouso suave manteria a integridade do foguete. Em abril de 2014, o foguete conseguiu pousar, mas depois tombou no oceano.

O novo plano da SpaceX é criar uma plataforma que se auto-estabilize no oceano e espere o retorno do foguete.

Em dezembro, Musk tuitou fotos da plataforma desenvolvida para o teste de 6 de janeiro. Do tamanho de um campo de futebol, elas são equipadas com GPS e possuem estruturas que ajudarão o foguete a se estabilizar.