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Sonho de viagens espaciais de Richard Branson está suspenso

Fundador da Virgin Galactic aguarda a construção de uma segunda nave para retomar os testes após a queda fatal ocorrida na semana passada

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	Local do acidente da espaçonave da Virgin Galactic, na Califórnia
 (Sandy Huffaker/Getty Images)

Local do acidente da espaçonave da Virgin Galactic, na Califórnia (Sandy Huffaker/Getty Images)

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Thomas Black

Publicado em 3 de novembro de 2014 às, 22h38.

Dallas - O sonho do fundador da Virgin Galactic, Richard Branson, de fazer viagens particulares pelo espaço, está suspenso, provavelmente por anos.

Enquanto isso, ele aguarda a construção de uma segunda nave para retomar os testes após a queda fatal ocorrida na semana passada.

Branson disse hoje em entrevista à Bloomberg Television que ele tem “certeza” de que não há falhas cruciais no projeto da SpaceShipTwo.

Como o único foguete da Virgin Galactic foi destruído, um dos dois pilotos morreu e um inquérito dos EUA será aberto sobre o acidente do dia 31 de outubro, a programação de Branson para transportar passageiros em viagens suborbitais no início de 2015 deixou de existir.

“Nossa equipe vai trabalhar 24 horas por dia para retomar o rumo”, disse o bilionário britânico. Branson, 64, disse que o NTSB pediu que a Virgin Galactic “adiasse o máximo possível a construção da nova espaçonave”.

A Virgin Galactic ainda está “a meses” de ter uma segunda espaçonave, disse Branson. A SpaceShipTwo foi construída pela Scaled Composites, uma unidade da Northrop Grumman Corp.

O atraso do programa será medido em anos, de acordo com Michael Blades, analista do setor de defesa e aeroespacial da Frost Sullivan, empresa de pesquisa com sede em Nova York.

Além do tempo necessário para construir outra nave, Branson terá que convencer os reguladores de que ele pode operar com segurança um empreendimento comercial dedicado a levar turistas até a borda do espaço, disse Blades.

Clientes célebres

A SpaceShipTwo se despedaçou no Deserto de Mojave, Califórnia, durante o voo de teste, na semana passada, em que um piloto morreu e o outro ficou ferido.

Segundo a programação, Branson e seu filho fariam a viagem inaugural que levaria passageiros. Clientes como o físico Stephen Hawking e a cantora Sarah Brightman estão entre as 800 pessoas que se inscreveram para a viagem de US$ 250.000 para o espaço.

“Precisamos sentir que estamos confortáveis e seguros em relação a levar passageiros”, disse Branson. “É por isso que os pilotos de teste arriscam a vida, para descobrir se existe algum detalhe ínfimo que os 400 engenheiros em terra não tenham percebido”.

A queda ocorreu depois que a SpaceShipTwo foi lançada da aeronave transportadora, a WhiteKnightTwo, que a levava para um lançamento em pleno ar.

Depois do desacoplamento, os propulsores das caudas da aeronave foram ativados sem o comando do piloto, disse ontem o presidente interino do NTSB, Christopher Hart.

Hart disse que o piloto destravou os propulsores, a primeira parte de uma operação de dois passos, a aproximadamente Mach 1.0 – a velocidade do som – antes da velocidade normal de Mach 1,4.

O segundo passo, onde os propulsores são ativados, ocorreu sem que o piloto movesse a alavanca. O motor funcionou normalmente até o prolongamento dos propulsores, disse Hart.

Branson disse que o NTSB estava se concentrando na ativação de uma alavanca antes da separação da SpaceShipTwo da transportadora WhiteKnightTwo.

Ele não quis fazer mais comentários sobre a investigação e acrescentou que o NTSB daria mais informações sobre a causa.

A Scaled Composites, que forneceu os pilotos e a espaçonave, disse que o motor do foguete foi amplamente testado em terra e que esse era seu quarto voo motorizado.

A nave utilizou uma nova mistura de combustível que inclui um componente plástico em vez de um material à base de borracha.

Branson disse que os 800 clientes da Virgin Galactic continuam comprometidos com o programa, e mais pessoas se inscreveram depois da queda. O acidente não levará os reguladores a aplicar novas restrições sobre as viagens espaciais com passageiros, disse ele.

“Depois que os pilotos tiverem realizado todos os testes, acho que as autoridades e nós mesmos estaremos felizes com a possibilidade de levar pessoas ao espaço”, disse Branson.

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