Fertilização in vitro: mulher deu à luz na Grécia após usar material embrionário preservado por mais de duas décadas (Imagem gerada por IA/EXAME/Exame)
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Publicado em 30 de setembro de 2026 às 18h43.
Uma mulher de 54 anos deu à luz uma menina na Grécia após usar um embrião congelado havia mais de 22 anos. A gravidez aconteceu por meio de fertilização in vitro e ocorreu quando ela já estava no limite de idade permitido no país para realizar o procedimento.
O caso foi divulgado pelo ginecologista Konstantinos Pantos e relatado pela AFP. Segundo o médico, Christina Rapti-Tzelepi havia usado o mesmo tratamento em 2004, quando teve um filho saudável.
Em outubro de 2025, porém, o jovem morreu aos 21 anos em um acidente de trânsito. Meses depois, a família decidiu recorrer novamente à reprodução assistida. A transferência do embrião ocorreu em dezembro, e a menina nasceu na última quarta-feira, 9.
O embrião utilizado na nova gestação havia permanecido congelado por mais de 22 anos. Na fertilização in vitro, óvulos e espermatozoides são fecundados em laboratório. Depois, um ou mais embriões podem ser transferidos para o útero ou preservados por congelamento para uso futuro.
No caso de Rapti-Tzelepi, o procedimento precisou ser realizado dentro do prazo permitido pela legislação grega. Aos 54 anos, ela havia atingido a idade máxima para se submeter à fertilização in vitro na Grécia.
O marido da mulher, Konstantinos Raptis, afirmou que a família enfrentou uma “corrida contra o tempo” para realizar a tentativa antes do limite legal. Segundo ele, a esposa chegou “literalmente” à idade máxima prevista pela legislação vigente.
Após o nascimento, Rapti-Tzelepi afirmou à televisão pública grega ERT que a família viveu um período marcado pelo luto e pela expectativa da nova gravidez. O marido também defendeu a retirada do limite de idade para tratamentos de fertilização in vitro na Grécia.