Philae recebe energia solar para manter testes científicos

Philae, que mantém comunicação com sua nave mãe Rosetta nas horas que esta tem visibilidade, já enviou as primeiras imagens do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko

Frankfurt - O módulo Philae recebe poucas horas de luz solar para carregar seus painéis com energia o suficiente para continuar, nos próximos dias, com os testes científicos que realiza, informou a Agência Espacial Europeia (ESA) nesta quinta-feira.

O Philae, que mantém sem problemas a comunicação com sua nave mãe Rosetta nas horas que esta tem visibilidade, já enviou as primeiras imagens do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, realizadas sobre sua superfície depois da aterrissagem.

Por enquanto, a Agência Espacial Europeia (ESA) desconhece a posição exata do Philae, mas prevê que a câmera de alta resolução que a nave Rosetta possui possa descobrí-la nas próximas horas.

A ESA esperava que o Philae tivesse entre 6 e 7 horas de luz solar por dia, mas só recebe uma hora e meia, disse à Agência Efe o chefe do Departamento de Engenharia de Sistemas de Terra da agência, Juan Miró.

O módulo, apoiado na superfície com dois de seus pilares e com o terceiro no ar, tem uma bateria que lhe dá autonomia energética de até dois dias, e o que lhe restar de vida dependerá dos painéis solares.

O chefe de Voo da ESA, Paolo Ferri, prevê que o Philae poderá permanecer estável sobre o cometa, após ter tido problemas para se fixar sobre ele.

O cometa deve seu nome aos astrônomos ucranianos Klim Churyumov e Svetlana Gerasimenko, que o descobriram em 1969.

Ele está em uma órbita elíptica de 6,5 anos, sua maior aproximação do Sol ocorre entre as órbitas da Terra e de Marte, e o maior afastamento, além da órbita de Júpiter.

A sonda mãe Rosetta lançou ontem o módulo Philae sobre o cometa quando estava a uma distância de 22 quilômetros.

O pequeno laboratório, do tamanho de uma geladeira e com 98 quilos de peso, aterrissou sete horas depois para estudar a composição do cometa e investigar se teriam levado a água à Terra.

O Philae se comunica através da Rosetta, e todos os sinais que as duas naves mandam chegam à Terra 28 minutos depois, porque viajam à velocidade da luz e estão a uma distância de 511 milhões de quilômetros.

Todas as correções das manobras são feitas mais ou menos com uma hora de atraso, porque o sinal desde o centro de controle de operações da ESA, em Darmstadt (Alemanha), também demora 28 minutos para chegar às naves.

A Rosetta, que acompanhará o cometa até o final do próximo ano quando se aproximar do Sol, proporciona 80% dos dados científicos, e o Philae cobrirá os 20% restantes.

Por exemplo, a Rosetta já detectou que o cometa emite vapor de água: em julho, quando ele estava a 583 milhões de quilômetros, o fazia em quantidade equivalente a dois pequenos copos de água por segundo, e em setembro em até um litro por segundo.

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