Ozempic: marca é da fabricante dinamarquesa Novo Nordisk, assim como o Wegovy. (Roberto Pfeil/picture alliance/Getty Images)
Redatora
Publicado em 22 de abril de 2026 às 05h01.
Medicamentos para emagrecer, como semaglutida (Ozempic) e tirzepatida (Mounjaro), têm ampliado o acesso ao tratamento da obesidade e mostrado resultados relevantes na perda de peso.
Ainda assim, especialistas alertam que o uso dessas terapias exige acompanhamento e não substitui mudanças no estilo de vida, segundo a BBC News.
Os fármacos atuam imitando hormônios ligados à saciedade, como GLP-1 e GIP. Eles se conectam a receptores no organismo que sinalizam quando o corpo já se alimentou o suficiente, reduzindo o apetite.
Com isso, pacientes costumam apresentar perda de peso nas primeiras semanas. Estudos indicam uma redução entre 14% e 20% do peso corporal ao longo de cerca de 72 semanas.
Apesar da eficácia, os resultados tendem a não se manter sem continuidade do tratamento. Pesquisas apontam que pessoas que interrompem o uso dos medicamentos podem recuperar cerca de 60% do peso perdido em um ano.
O ganho pode ocorrer rapidamente devido a fatores hormonais e ao chamado “ruído alimentar”, que envolve pensamentos frequentes sobre comida.
Segundo especialistas ouvidos pela BBC, muitos pacientes precisam manter o uso dos medicamentos por períodos prolongados.
Isso ocorre porque o organismo reage à perda de peso tentando recuperar a energia perdida, aumentando o apetite e reduzindo o metabolismo, o que pode levar ao chamado "efeito rebote" após a interrupção do uso.
Interrupções costumam acontecer por custo, falta de cobertura por planos de saúde ou decisão do paciente.
Mesmo com o uso dos medicamentos, a adoção de hábitos saudáveis segue sendo considerada essencial.
Especialistas apontam que a combinação entre uso dos medicamentos, mudanças na alimentação e prática atividade física está associada a melhores resultados.
Sem esse suporte, há risco de deficiências nutricionais, já que a redução do apetite pode levar a menor ingestão de nutrientes.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem:
Especialistas também alertam para deficiências nutricionais, já que a redução do apetite pode levar à ingestão insuficiente de nutrientes.
A Organização Mundial da Saúde afirma que o uso de medicamentos isoladamente não resolve o desafio da obesidade.
Estratégias como prevenção, acompanhamento e mudanças no ambiente alimentar também são necessárias.
Especialistas destacam que a obesidade é uma condição crônica, o que exige abordagem contínua e integrada.