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Onde se esconder durante um apocalipse? Estudo revela o país mais seguro

Análise de centenas de estudos comparou países diante de riscos como pandemias, impactos de asteroides, erupções vulcânicas e guerras nucleares

Apocalipse: estudo comparou quais países teriam melhores condições de resistir a grandes catástrofes (Freepik)

Apocalipse: estudo comparou quais países teriam melhores condições de resistir a grandes catástrofes (Freepik)

Publicado em 29 de agosto de 2026 às 09h00.

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Em um cenário de apocalipse, alguns países teriam mais condições de resistir a uma catástrofe global. É o que aponta um estudo publicado no último domingo, 23, na revista Global Challenges.

Pesquisadores avaliaram centenas de estudos sobre diferentes tipos de desastres. Entre eles estão impactos de asteroides, erupções vulcânicas, pandemias, guerra nuclear e eventos capazes de interromper sistemas de infraestrutura.

A análise identificou características que podem aumentar a resiliência de um país. Entre elas estão o isolamento geográfico, a produção de alimentos, a capacidade industrial e uma estrutura de governança estável.

Austrália aparece no topo da lista

A Austrália foi apontada como o país mais preparado para enfrentar a maior variedade de ameaças analisadas. Segundo os pesquisadores, o país se destaca por reunir produção agrícola, recursos minerais e capacidade industrial.

A localização também pode ajudar a reduzir a exposição a conflitos e facilitar o controle de fronteiras durante pandemias.

A posição geográfica, porém, cria algumas vulnerabilidades. O isolamento pode dificultar o acesso a combustíveis e outros produtos em caso de interrupção das cadeias globais de abastecimento.

Outras nações também apresentaram características consideradas favoráveis. Os cinco países que mais se destacaram foram:

  • Austrália
  • Nova Zelândia
  • Japão
  • Suíça
  • Argentina

Quais desastres poderiam afetar o mundo?

Os pesquisadores dividiram os riscos globais em três grandes categorias. A primeira envolve eventos que reduzem abruptamente a quantidade de luz solar que chega à superfície.

Erupções vulcânicas, impactos de asteroides e um eventual inverno nuclear podem lançar partículas na atmosfera. Elas poderiam bloquear parte da luz solar e provocar uma queda nas temperaturas.

A segunda categoria envolve a perda catastrófica da infraestrutura global. Nesse cenário, sistemas de energia, transporte e produção de alimentos seriam afetados em larga escala. Tempestades geomagnéticas, pulsos eletromagnéticos e grandes ataques cibernéticos estão entre os eventos considerados.

A terceira reúne os riscos biológicos catastróficos globais. Eles incluem pandemias naturais ou provocadas pelo ser humano capazes de causar mortes em massa.

Por que a Austrália se destaca?

Para os autores, nenhum país está completamente protegido contra uma catástrofe global. A capacidade de resistência depende do tipo de ameaça analisada.

A Austrália, porém, combina características que favorecem sua preparação. Entre elas estão o território extenso, a produção de alimentos, os recursos naturais e a distância de grandes zonas de conflito.

Os pesquisadores ressaltam que uma vantagem em determinado cenário pode representar um problema em outro. O isolamento, por exemplo, ajuda no controle de uma pandemia, mas pode aumentar a dependência de cadeias internacionais de abastecimento.

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