O que acontece com nosso cérebro enquanto dormimos?

O cérebro é capaz de até mesmo identificar e categorizar palavras quando estamos dormindo, segundo um novo estudo feito em Paris

Nosso cérebro no estado de sono é capaz de fazer muito mais do que imaginávamos – e um novo estudo sugere que ele pode até mesmo identificar e categorizar palavras quando estamos dormindo.

“Verificamos que o cérebro é capaz de ser mais “ativo” no sono, muito mais do que se imaginava,” disse em um comunicado o coautor do estudo, o neurocientista cognitivo Sid Kouider da École Normale Supérieure, em Paris.

“Longe de entrar em um limbo quando dormimos, algumas partes do nosso cérebro podem processar rotineiramente o que está acontecendo ao nosso redor e aplicar um sistema relevante de respostas.”

Nesse estudo, os pesquisadores usaram um eletroencefalograma (EEG) para registrar a atividade cerebral de 18 homens e mulheres ao completarem uma tarefa de classificação de palavras.

Nessa atividade as pessoas ouviam palavras faladas e pressionavam um botão usando a mão direita ou esquerda para classificar cada palavra como animal (mão direita) ou objeto (mão esquerda).

Então, os pesquisadores colocaram cada uma delas em um quarto escuro para realizarem a classificação das palavras enquanto adormeciam e, após adormecerem, registrando a atividade cerebral de cada uma delas novamente.

O que os pesquisadores descobriram?

Da mesma forma que quando ainda estavam acordadas, as pessoas conseguiam misteriosamente classificar as palavras com precisão enquanto dormiam. A mesma atividade cerebral que fazia com que a mão esquerda ou direita apertasse os botões quando a pessoa estava acordada ocorreu enquanto a pessoa dormia, mesmo que a mão não se movesse fisicamente durante o sono.

A única diferença é que as pessoas demoraram duas a três vezes mais para decidir a que categoria uma palavra pertencia enquanto estavam dormindo.

“O que fica demostrado é que você consegue realizar uma tarefa, desde o processo de tomada de decisões, até o estar preparado para agir “, Kouider disse ao The Christian Science Monitor.

Em um comunicado, ele acrescentou que o estudo “explica algumas experiências da vida cotidiana, como a sensibilidade em relação ao nosso nome [ao ser chamado] durante o sono, ou ao ouvir o som do nosso despertador, em comparação a outros sons igualmente altos, mas sem relevância.”

Estudos futuros poderão determinar se poderíamos aproveitar a capacidade deprocessamento do nosso cérebro e completar tarefas automatizadas enquanto dormimos, mas Kouider adverte: “o foco da pesquisa em como tirar proveito do nosso tempo de sono deve considerar o custo associado, se houver, e se vale a pena.”

O estudo publicado foi online na revista Current Biology em 11 de setembro de 2014.

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