Ciência

Novo estudo analisa reincidência do câncer de mama

Cerca de um quarto das mulheres afetadas pela forma mais comum de câncer de mama tinham entre 42% e 55% de risco de reincidência

. (Bakerstmd/Wikimedia Commons)

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AFP

Publicado em 18 de março de 2019 às 14h30.

Última atualização em 18 de março de 2019 às 14h30.

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As mulheres que superaram um câncer de mama podem sofrer uma reincidência, às vezes até 20 anos depois do primeiro diagnóstico, mas um estudo publicado na última quarta-feira tenta ajudar a identificar as que correm maiores riscos.

Alguns fatores de risco de reincidência conhecidos são a idade da paciente, o tamanho e a natureza do tumor e a presença de células cancerosas nos gânglios linfáticos. Mas a taxa e as razões da reincidência seguem sendo "pouco compreendidas", indica o estudo publicado na revista Nature.

Para tentar compreender melhor a questão, os pesquisadores analisaram os dados de 3.000 pacientes britânicas e canadenses que receberam o diagnóstico de câncer de mama entre 1977 e 2005.

Todos estes dados foram utilizados para desenvolver um modelo informático que identificou quatro subgrupos com "um risco particularmente alto de reincidência tardia" do câncer, segundo a autora principal da pesquisa, Christina Curtis, da Universidade de Stanford (Estados Unidos).

Segundo o estudo, cerca de um quarto das mulheres afetadas pela forma mais comum de câncer de mama tinham entre 42% e 55% de risco de reincidência durante os 20 anos seguintes.

"Até agora, não houve uma boa maneira de identificar este subgrupo de mulheres que poderiam se beneficiar da detecção ou dos tratamentos", segundo Christina Curtis.

O estudo aborda também novas pistas para tratamentos adicionais do câncer de mama, identificando alterações genéticas em cada um dos quatro subgrupos de risco. Estas alterações estão ligadas ao processo de formação dos tumores.

"Muitas destas alterações podem potencialmente ser abordadas terapeuticamente, o que abre a porta para novos possíveis tratamentos, embora isto ainda necessite ser verificado no âmbito de ensaios clínicos", indicou Christina Curtis à AFP.

O estudo identificou também pacientes para as que uma reincidência depois de cinco anos era improvável.

"Isto poderia ajudar a melhorar o acompanhamento e a classificação das pacientes, por exemplo determinando as que poderiam se beneficiar de tratamentos mais longos ou diferentes", segundo Curtis.

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