Nasa confirma a existência de água no lado iluminado da Lua

Água foi encontrada na parte da Lua que é iluminada pelo Sol e, segundo a Nasa, ajudará na próxima missão lunar

A Nasa divulgou nesta segunda-feira, 26, uma descoberta “empolgante” sobre a Lua. Segundo a agência espacial americana, foi encontrada água na superfície lunar que é iluminada pelo Sol. Não se sabe ainda se a água é potável e se ela poderá ser usada como um recurso natural, como acontece com a água presente na Terra, mas ela pode ser de fácil acesso. Quer trabalhar na área de tecnologia? Aprenda do zero a programar com nosso curso de data science e python.

Em seu site oficial, a agência afirmou anteriormente que “a nova descoberta contribui com os nossos esforços de aprender mais sobre o satélite da Terra e apoia a exploração espacial”. Na coletiva de imprensa qual EXAME participou, a Nasa afirmou que a existência de água na Lua pode ajudar os astronautas em suas viagens, uma vez que pode facilitar o consumo, e até mesmo oferecer o oxigênio necessário para “uma colônia lunar”.

A água foi encontrada em uma das crateras lunares que pode ser vista da Terra, na parte Sul do satélite. As duas principais suposições da Nasa são a de que a água foi criada por conta de impactos causados por meteoritos ou pela interação energética de partículas que foram ejetadas do Sol.

O objetivo da Nasa é enviar a primeira mulher ao satélite em 2024, bem como o segundo homem, repetindo os feitos que consagraram os Estados Unidos há 51 anos, quando o primeiro homem pisou na Lua. A descoberta, segundo eles, vai ajudar os astrônomos a entenderem melhor como funciona o satélite.

A Lua está a cerca de 382.700 quilômetros de distância da Terra e tem uma atmosfera muito fina, além de sua superfície ser toda coberta de crateras causadas por impactos.

 (EXAME Academy/Exame)

A indústria espacial, que é avaliada em quase 360 bilhões de dólares globalmente, segundo a empresa Bryce Space and Technology, tem muito a ganhar com as novas iniciativas e missões internacionais. Como em todas as corridas, a espacial não é diferente — e o que todos querem saber é quem vai chegar primeiro.

Acompanhe a apresentação

A primeira mulher na Lua

A Artemis — não a deusa — é tida como a missão gêmea da “Apollo”, que, em 1969, conseguiu cumprir seu objetivo de fazer o homem pisar na Lua pela primeira vez. Agora, a meta da Nasa é fazer com que a primeira mulher do mundo também deixe a sua marca no satélite. É nesse programa que o terceiro homem também deve chegar ao local.

A Nasa pretende, em 2021, enviar uma nave não tripulada, na missão Artemis I, à Lua. A pretensão é que até 2024 aconteça a missão tripulada e que em 2030 se inicie a exploração do satélite.

Com sinal de 4G

Além a missão para enviar astronautas, a Nasa também fez um acordo com a Nokia, através da subsidiária Bell Labs, para que uma rede de 4G seja instalada em ambiente lunar, a fim de que as pessoas consigam passar mais tempo no local.

Para alcançar a proeza, os engenheiros vão precisar considerar as condições climáticas da Lua, levando em conta fatores como temperatura, radiação e até os efeitos causados pela chegada e pela partida de foguetes, que causam vibrações na superfície lunar.

A expectativa é de que a rede 4G de internet móvel por lá permita que os astronautas possam se conectar à internet em apenas um pequeno espaço geográfico, e não na Lua inteira. Desta forma, a conexão exigiria um gasto menor de energia. Outra vantagem estaria na redução do número de equipamentos necessários para permitir a conexão.

O rover chinês

A China foi o primeiro país a alunar no lado mais afastado da Lua, em janeiro de 2019. A missão, batizada de Chang’e-4, descobriu uma substância parecida com gel na superfície lunar no começo deste ano, mas sua composição ainda não foi confirmada.

A ideia dos chineses também é coletar o máximo de informações possíveis sobre a companhia cósmica da Terra a fim de ajudar a astronomia a compreender melhor como ela funciona.

A Índia também quer a Lua

Em novembro deste ano, os indianos devem enviar mais uma missão para a Lua, a Chandrayaan-3. Em julho de 2019, sua sucessora, a Chandrayaan-2, tentou pousar na superfície lunar, mas passou por um acidente e teve problemas de comunicação com a Terra.

A Índia, que tem uma espécie de Nasa indiana, a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês), tem mais de 500 grandes e pequenas empresas voltadas ao espaço, mas nenhuma delas é madura o suficiente para colocar o desenvolvimento espacial do país em outro patamar.

O orçamento da agência para 2020 e 2021 é de 13,5 milhões de rúpias (cerca de 179.000 dólares na cotação atual, ou 968.000 reais) — um orçamento 7,5% maior do que no ano passado e 45,2% maior do que em 2016, ainda assim bem longe dos padrões de outros países, mas indica o foco da Índia no espaço.

Todas as expectativas da Índia estão voltadas para o lançamento de novembro.

Bezos além da Amazon

Em abril deste ano, a empresa Blue Origin, de Jeff Bezos, homem mais rico do mundo e CEO da Amazon, recebeu o prêmio mais alto da Nasa, de 579 milhões de dólares, para levar astronautas à Lua.

A empresa ainda não fez nenhum lançamento, mas tem ambições parecidas com a SpaceX de Musk e tem metas de lançar seu foguete até a órbita da Terra, batizado de “New Glenn“, em 2021.

A tentativa de Israel

Em abril de 2019, Israel mirou na Lua, mas não acertou. A espaçonave não tripulada Beresheet, apesar de ter alcançado a órbita lunar, sofreu um acidente ao tentar pousar na superfície.

A Beresheet havia sido construída somente com investimentos privados, sendo a primeira espaçonave de exploração lunar que teve a participação de uma empresa privada junto ao subsídio governamental. Caso a tentativa tivesse dado certo, a nave seria a primeira com investimento de companhias privadas a alcançar ambientes extraterrestres.

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