Mundo vai acabar. Mas não agora, diz cientista

Dr. Michio Kaku, conhecido como o físico do impossível, descarta que os maias tenham, de fato, previsto o fim da vida no planeta

São Paulo - “O mundo vai morrer mais rápido do que imaginávamos.” É essa a resposta dada por Dr. Michio Kaku, cientista americano conhecido como "o físico do impossível", para quem deseja saber se o mundo vai acabar. Porém ele acalma a população que acredita no fim dos tempos em 21 de dezembro de 2012.

“As pessoas olham o calendário maia e acham que o mundo vai acabar agora. Porém, se você analisar o calendário com cuidado, perceberá que ele é cíclico. Um ciclo termina e outro começa”, justifica o professor da Universidade de Nova York em entrevista à Info. Com isso, ele descarta que os maias tenham, de fato, previsto o fim da vida no planeta. “Para os maias, 2012 representaria a celebração de uma nova era, não do fim da vida”, defende.

Dr. Kaku também explica que a Terra não será destruída por eventos muito comentados pelos crentes no ´apocalipse maia´, como a colisão com um asteroide, a atração por um buraco negro ou uma grande explosão solar. “Sim, há um buraco negro na Via Láctea, mas existe uma órbita estável ao redor dele”, justifica.

Ele também descarta a ideia de que a alta atividade solar irá destruir a Terra. Dr. Kaku conta que o planeta já passou por várias tempestades solares extremamente fortes, sem maiores consequências. “Em 1859 aconteceu uma grande tempestade solar. Esse é um perigo para a civilização moderna porque pode gerar grandes blecautes, por exemplo, mas não vai destruir a raça humana”, esclarece. Além disso, os cientistas conseguem prever quando essas tempestades irão acontecer e com qual intensidade.

Sobre o que acontecerá nesse dia 21 de dezembro, Dr. Kaku recomenda para todos levarem a vida normalmente. “Eu digo para essas pessoas que não peçam demissão, não se divorciem, não vendam suas casas agora porque há chances de você ver janeiro de 2013. É basicamente uma ficção dizer que o universo vai destruir a Terra nessa data. Não existe ciência nisso”.

De qualquer forma, Dr. Kaku explica que o fim da vida na Terra é inevitável porque, ao contrário do que a comunidade científica pensava anteriormente, o universo está se expandindo muito rápido, fora do controle. “A energia escura [objeto ainda misterioso para a ciência] está puxando o nosso universo”, diz.

Pela lógica, o Big Bang, a explosão que originou o universo e possibilitou o nascimento da vida no planeta Terra não cessou. Ela apenas diminuiu sua velocidade. Por isso, o universo nunca deixou de se expandir. Chegará uma hora em que a Terra ficará tão longe do Sol que não haverá luz suficiente por aqui. “Ao contrário do que se pensa, vamos morrer em gelo, não em fogo”, conta Dr. Kaku.

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