Moderna diz que 3ª dose de sua vacina aumentou proteção contra Ômicron

Pessoas que tomaram três doses da vacina tiveram proteção maior, segundo estudo feito pela Moderna com suas vacinas
Vacina da Moderna: terceira dose garantiu maior proteção contra Ômicron, diz empresa (HAZEM BADER/AFP/AFP)
Vacina da Moderna: terceira dose garantiu maior proteção contra Ômicron, diz empresa (HAZEM BADER/AFP/AFP)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 20/12/2021 08:48 | Última atualização em 20/12/2021 08:48Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A Moderna, farmacêutica americana que desenvolveu uma das vacinas contra a covid-19 atualmente em uso nos Estados Unidos e em outros países, afirmou nesta segunda-feira, 20, que o imunizante aumentou a proteção contra a variante Ômicron do coronavírus, segundo testes clínicos realizados pela companhia.

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De acordo com a Moderna, pacientes que tomaram o regime padrão de duas doses da vacina apresentavam baixo nível de anticorpos nos estudos que envolveram a Ômicron.

No 29º dia após a aplicação da terceira dose - ou "dose de reforço" - o mesmo grupo de voluntários apresentou melhora no grau de proteção, o suficiente para que a empresa mantenha a sua vacina atual como a "primeira linha de defesa" contra a nova cepa.

A Moderna, porém, não descartou a fabricação de uma nova vacina para lidar com a variante.

"Dada a ameaça de longo prazo demonstrada pelo escape imunológico da Ômicron, a Moderna também continuará a desenvolver uma vacina específica para a cepa", disse a empresa, que espera avançar em testes clínicos sobre um novo imunizante no início de 2022.

A vacina da Moderna usa tecnologia de RNA mensageiro, similar à da Pfizer. Ambas as empresas são americanas e seus imunizantes estão sendo usados para aplicação de terceira dose em locais como EUA e Europa.

No Brasil, onde estão em uso três vacinas (Pfizer, Janssen, AstraZeneca/FioCruz e Sinovac/Butantan), a terceira dose também começou a ser aplicada, a começar pelos grupos que tomaram a segunda dose há mais tempo.

No último fim de semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o prazo para tomar a terceira dose caiu de cinco para quatro meses após a segunda dose.

O Brasil chegou a 66% da população considerada completamente vacinada, isto é, com duas doses ou com dose única da Janssen.

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