Metano em lua de Saturno pode ser indício de vida

A indicação de vida microbiana no satélite veio das análises feita pela nave Cassini, que passou por lá em 2015

O metano faz parte do processo de decomposição química de materiais orgânicos durante a alimentação de microrganismos. Sua presença é sinal comum de que algo morreu e, por consequência, de que algo está vivo.

Com esse processo em mente, identificar metano em algum lugar certamente é um sinal de que há algo vivo está por ali, certo? E algo do tipo é o que cientistas da Universidade do Arizona acreditam estar ocorrendo na lua de Saturno Encélado, após analisarem dados coletados pela sonda Cassini, que passou por lá em 2015. 

Se valendo do que foi registrado na composição do gelo e gás que circula ao redor de Encélado, os especialistas, que já teorizaram que um oceano escondido existe sob sua crosta, perceberam moléculas associadas a um processo de ventilação hidrotermal.

Trata-se do nome dado ao escape – algumas vezes violento – de líquido ou de gás para aliviar acúmulos de pressão no chão oceânico. Neste caso, especificamente de moléculas de água, dióxido de carbono e metano. Uma receita para a vida.

Aqui na Terra, esse alívio no acúmulo de pressão gera a produção de metano por meio de bactérias que usam o hidrogênio na água como fonte de energia para “comer” os elementos químicos presentes, iniciando a metanogênese.

Em Encélados, segundo um modelo matemático feito pelos pesquisadores, a velocidade com que isso ocorre indica chances de que essa atividade é impulsionada por organismos vivos e que seria insuficiente afirmar que outros fenômenos não biológicos causam os espirros de gás e gelo tão intensos.

“Evidentemente, não estamos afirmando que a vida existe no oceano de Encélado”, disse Ferriere. “Ao invés disso, queremos entender qual a possibilidade das fumarolas hidrotermais da lua de Saturno constituírem um ambiente habitável para microrganismos terrenos. É bem provável que os dados da Cassini nos respondam isso, de acordo com nossos modelos”.

O cientista, porém, afirma que a possibilidade de vida não pode ser sumariamente descartada por enquanto, já que a metanogênese – que requer vida bacteriana para ocorrer- é ainda a única explicação para todo o metano visto na lua de Saturno.

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