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Madrugada deste sábado terá chuva de meteoros

Fenômeno poderá ser visto com mais facilidade na regiões Norte e Nordeste

Expectativa é que haja de 50 a 80 meteoros por hora, podendo haver picos de até 120 (Divulgação/Nasa)

Expectativa é que haja de 50 a 80 meteoros por hora, podendo haver picos de até 120 (Divulgação/Nasa)

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Tatiana Gerasimenko

7 de outubro de 2011, 16h58

São Paulo - Durante a madrugada desta sexta-feira para sábado, um espetáculo anual conhecido há pelo menos 2 mil anos enfeita o céu dos dois hemisférios: a chuva de meteoros Perseidas.

João Paulo Delicato, diretor do Planetário Professor Aristóteles Orsini, explica que este fenômeno acontece quando a Terra atravessa o rastro do cometa Swift-Tuttle. "Este rastro é composto por pequenas partículas do tamanho de um grão de feijão", diz ele. "As partículas, que estão a altíssimas velocidades (entre 300 e 400.000 quilômetros por hora), entram na atmosfera e se incendeiam em atrito com o ar."

O fenômeno surge na direção da constelação de Perseus, no Hemisfério Norte. Por isso o fenômeno parece mais intenso para observadores ao Norte do Equador. Mas o brilho das estrelas cadentes também é visível no Hemisfério Sul. Segundo Delicato, observadores de todas as regiões do Brasil poderão acompanhar o fenômeno, com vantagem para quem estiver no Norte e Nordeste.

A previsão é de que vinte a trinta meteoros sejam vistos por hora. "Estrelas cadentes podem ser a vistas a toda hora. Basta passar um tempo olhando para o céu. Imagine uma chuva delas", empolga-se Delicato, ressalvando que o brilho da Lua, que entra em sua fase cheia, pode ofuscar parte do fenômeno.

Para assistir ao espetáculo, não é necessário nenhum equipamento. Basta olhar para o Norte - e torcer para que o céu não esteja encoberto. "A melhor maneira de visualizá-lo é a olho nu", garante Delicato. A dica fica por conta da máquina fotográfica: "Uma boa ideia é deixar o obturador aberto durante muito tempo, de forma a registrar o rastro no céu."