Legal, a humanidade pousou em um cometa. Mas e agora?

Mas e agora? Por que a missão é importante? O que a sonda foi fazer na superfície do 67P? Saiba o que esses cientistas tanto comemoram.

Na quarta-feira (12), o ser humano conseguiu chegar pela primeira vez na superfície de um cometa. Às 14 horas, no horário de Brasília, o módulo Philae pousou no cometa Churyumov-Gerasimenko.

A missão, de alto grau de dificuldade, já é considerada como um dos momentos mais importantes na exploração espacial nas últimas décadas.

Consumindo 20 anos de preparação, sendo que 10 deles se passaram apenas na viagem de 6,5 bilhões de quilômetros, a chegada de um artefato humano em um cometa, além de histórica, é importantíssima para o desenvolvimento científico na Terra.

Mas, e agora? Por que a missão é importante? O que a sonda foi fazer na superfície do Churyumov-Gerasimenko? Saiba o que esses cientistas tanto comemoram.

1. Trata-se do primeiro veículo espacial a pousar em um cometa

A Philae tornou-se o primeiro veículo espacial a pousar a superfície de um cometa em movimento.

Esse talvez seja o fato mais impressionante da missão, que já é uma das mais importantes da história da exploração espacial humana.

Os cometas são resquícios da formação do sistema solar e podem fornecer indícios do desenvolvimento da vida no planeta Terra.

Mas pousar em um deles é uma tarefa quase impossível. Em primeiro lugar, eles viajam em altíssima velocidade: 40 vezes mais rápido do que uma bala disparada por um revólver.

Além disso, ele está em rotação, já que completa uma volta ao redor de seu eixo a cada 12 horas. Por fim, sua superfície é irregular e com frequentes explosões gasosas. Não é tarefa fácil estacionar qualquer coisa ali.

2. A Rosetta irá nos dizer se uma tempestade de cometas tornou nosso planeta azul

A missão poderá esclarecer uma dúvida antiga dos pesquisadores: se um bombardeio de cometas no planeta, bilhões de anos atrás, criou nossos oceanos, origem de todas as formas de vida que hoje existem na Terra.

Os cometas são resquícios da fase de nascimento dos planetas do Sistema Solar, que ocorreu há 4,5 bilhões de anos. Formados basicamente por gelo, eles se transformam em vapor quando aquecidos pelo sol, produzindo partículas microscópicas de poeira.

Parte dessa poeira pode ser capturada e estudada para revelar mais sobre a geologia do cometa. Essas informações ajudarão aos cientistas saber se um bombardeio de cometas, bilhões de anos atrás, trouxe água e moléculas orgânicas para a Terra, criando as condições necessárias para o surgimento da vida.

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3. O interior do cometa possui a mesma composição desde a formação do sistema solar

A sonda Rosetta fez história apenas por entrar na órbita do Churyumov-Gerasimenko e coletar informações sobre seu núcleo, a composição química da atmosfera gasosa que envolve o cometa (chamada de "coma"), além de um mapa topográfico detalhado da superfície do cometa.

Mas essencial será conhecer a formação do interior do cometa, pois ele mantém a mesma composição desde que o sistema solar foi formado. 

Entender as condições geológicas originais de nosso sistema de planetas irá melhorar os modelos já existentes para o desenvolvimento geológico da Terra e ajudar a entender como um planeta pode se tornar habitável.

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