James Webb: rede cósmica que conecta galáxias é observada pelo telescópio (NASA, ESA, CSA, STScI/Reprodução)
Redatora
Publicado em 26 de março de 2026 às 06h34.
O Telescópio Espacial James Webb identificou uma estrutura gigantesca que conecta galáxias ao longo do Universo, oferecendo novas pistas sobre como o cosmos se formou após o Big Bang.
A descoberta revela parte da chamada rede cósmica primordial, um conjunto de filamentos de gás que interliga galáxias e orienta a distribuição de matéria em larga escala. Esses “fios” funcionam como uma espécie de esqueleto invisível do cosmos.
Segundo a Nasa, as galáxias não estão distribuídas de forma aleatória, mas organizadas em “vastas estruturas filamentosas interconectadas”, conhecidas como teia cósmica.
Os dados mostram que esses filamentos se estendem por milhões de anos-luz e atuam como canais que transportam matéria e energia. Com isso, eles ajudam a alimentar o crescimento de galáxias e a formação de estruturas maiores, como aglomerados e superaglomerados.
Observações iniciais indicaram, por exemplo, galáxias alinhadas ao longo de um filamento com cerca de 3 milhões de anos-luz, reforçando a ideia de que o Universo se organiza em uma teia interconectada.
A detecção foi possível graças aos sensores infravermelhos do Telescópio James Webb, capazes de atravessar nuvens de poeira cósmica que bloqueiam a luz visível. Essa tecnologia permite observar regiões extremamente distantes e antigas, revelando estruturas que permaneciam ocultas até então.
A análise também aponta que esses filamentos estão associados a regiões com intensa atividade, incluindo a presença de buracos negros supermassivos.
Os filamentos funcionam como pontes gravitacionais que conectam regiões distantes e influenciam diretamente a evolução do cosmos.
Entre os principais efeitos observados estão:
Embora o telescópio detecte apenas a matéria visível, os cientistas apontam que a estrutura da rede cósmica é sustentada pela matéria escura.
Essa componente invisível exerce a força gravitacional necessária para manter os filamentos estáveis e organizar o gás e as galáxias ao longo dessas estruturas. Para os próximos passos, os astrônomos pretendem usar o James Webb para mapear regiões ainda mais antigas do Universo e entender quando essa rede começou a se formar, além do papel da matéria escura nesse processo.