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Indivíduo infectado por coronavírus pode contaminar até cinco pessoas

Até agora, a taxa de mortalidade do coronavírus é de 3,6%, muito inferior à do Sars, da mesma família de vírus, que teve taxa de mortalidade de 15%
Casos de coronavírus no Brasil: 34 casos foram confirmados até o momento e há outros 893 suspeitos (Getty Images/Getty Images)
Casos de coronavírus no Brasil: 34 casos foram confirmados até o momento e há outros 893 suspeitos (Getty Images/Getty Images)
Por Lucas AgrelaPublicado em 11/03/2020 14:47 | Última atualização em 11/03/2020 14:47Tempo de Leitura: 4 min de leitura

São Paulo - O surto de coronavírus — que já matou mais de 4 mil pessoas e infectou cerca de 120 mil no mundo, principalmente na China, Itália e Irã — foi classificado como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (11). Há várias iniciativas em curso para conter a transmissão, até porque, de acordo com um estudo feito por Robin Thompson, pesquisador da Universidade de Oxford especializado em matemática biológica, cada indivíduo contaminado poderia infectar com o novo coronavírus de três a cinco pessoas. “Se o vírus é capaz de se espalhar antes que os sintomas apareçam, isso pode explicar por que o vírus está se espalhando mais rapidamente que o SARS”, comentou em nota. Até agora, a taxa de mortalidade apresentada pelo novo coronavírus é de 3,6%, muito inferior à do Sars, que pertence à mesma família de vírus, que teve taxa de mortalidade de 15%.

A origem do novo coronavírus é desconhecida. Assim como os vírus Sars veio dos morcegos, a suspeita preliminar é de que a nova a doença tenha sido transmitida para humanos a partir de cobras que eram comercializadas no mercado de Wuhan. A provável origem da doença foi descrita em um artigo, publicado no periódico científico Journal of Virology, pelos pesquisadores Guangxiang Luo e Shou-Jiang Gao, das universidades do Alabama e de Pittsburgh, respectivamente.

Na visão de Marcos Boulos, professor titular de moléstias infecciosas e parasitárias da Faculdade de Medicina da USP e diretor da divisão da clínica de moléstias infecciosas e parasitárias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o risco de uma epidemia do novo coronavírus no Brasil é pequeno, uma vez que as autoridades de saúde internacionais e locais já tomam medidas para conter o avanço do vírus. Porém, ele ressalta que nenhum país está livre de novas doenças como essa.

No Brasil, a última informação oficial do Ministério da Saúde aponta que 34 casos foram confirmados até o momento e outros 893 suspeitos. Outros dois casos foram confirmados, mas ainda não foram contabilizados e um novo boletim da Saúde deve ser divulgado ainda hoje.

"Novas doenças podem surgir a todo momento e em qualquer, inclusive no Brasil. Existem milhões de vírus que, hoje, não infectam humanos, assim como o coronavírus da China não nos afetava até pouco tempo atrás. Ele veio de animais. Obviamente, se você tem contato com animais silvestres, há maior risco de contágio por novas doenças. Mas novas doenças podem surgir em qualquer lugar no mundo", afirma Boulos. Para o especialista, o coronavírus poderá ser combatido com uma vacina, mas ela ainda deve levar alguns meses para chegar ao mercado. "Como em qualquer doença, há um ciclo para o desenvolvimento de uma vacina. A produção deve ocorrer normalmente. Não se trata de uma doença incurável. Toda gripe se cura espontaneamente. Pode haver casos em que as pessoas infectadas nem percebam que contraíram a doença porque não apresentaram sintomas", diz.

Para Nancy Bellei, pesquisadora em viroses respiratórias e professora do Departamento de Infectologia da Unifesp, a quantidade de pessoas infectadas pelo novo coronavírus ainda é difícil de ser estimada com precisão. "Nenhum país consegue fazer testes em todos os habitantes. Fora isso, ainda não há um exame de sangue que mostre que as pessoas estão infectadas com o vírus. O diagnóstico é feito com base no contato com indivíduos infectados e nos sintomas identificados. Como o período de incubação do vírus ainda é desconhecido, é possível que o número de portadores seja muito maior do que o que foi reportado", afirma Nancy. No entanto, a médica acredita que não há motivo para pânico.

"Na prática, os doentes graves são pessoas que têm uma síndrome respiratória aguda grave. O tratamento dado a elas é como o das demais doenças similares: internação, hidratação e oxigenação. Estamos acostumados a lidar com esse tipo de doença. No geral, leva de 15 a 20 dias para o corpo criar defesas contra uma infecção viral aguda. Como os primeiros casos surgiram no fim do ano passado, em tese, os sobreviventes já possuem os anticorpos que combatem a doença causada pelo novo vírus", declara a especialista.