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Índia luta para identificar se novas variantes de covid-19 estão no país

Casos diários cresceram 10 vezes entre fevereiro e abril e país não consegue sequenciar resultados positivos para identificar novas variantes

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Em meio a um aumento no número de casos no país, a Índia luta contra um problema: identificar se novas variantes do coronavírus estão por trás da nova onda da doença.

A possibilidade de uma variante perigosa estar em circulação têm preocupado o governo do premiê Narendra Modi, que se reúne com ministros nesta quinta-feira, 8, justamente para discutir medidas para a situação.

Até o momento, a Índia é o quarto país com o maior número de mortes por covid-19 no mundo, atrás dos EUA, Brasil e México. O país, no entanto, supera o México no número de casos confirmados, e já tem 12,8 milhões no total. Só nesta quarta-feira foram 115.700 novos casos, um aumento de 10 vezes em relação aos registros de fevereiro.

De todos os testes positivos para covid-19 identificados na Índia, menos de 1% está sendo sequenciado para identificação de cepas. No Reino Unido, 8% das infecções confirmadas passaram por análise para identificar mutações. Na última semana, os EUA sequenciaram 4% dos 400.000 casos confirmados.

O Ministério da Saúde local nega que o aumento no número de casos tenha a ver com novas variantes, que, segundo estudos, são mais contagiosas. De acordo com o

Em dezembro, descobriu-se que a variante britânica estava presente em passageiros que chegaram à Índia. O país, então, juntou 10 laboratórios comandados pelo Estado em um consórcio para sequenciar o genoma dos vírus: de lá para cá, apenas 0,4% dos casos confirmados passaram pela análise.

A dificuldade em determinar se uma cepa nova do coronavírus está circulando na Índia e se é responsável pelo aumento dos casos é um problema grave para um país com quase 1,3 bilhão de habitantes e que é a terceira maior economia da Ásia.

Para piorar a situação, a Índia está em meio a um processo eleitoral em cinco estados e com a vacinação em ritmo lento: apesar de já ter aplicado 84 milhões de doses, apenas 0,8% da população recebeu duas doses, segundo dados da Bloomberg.

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