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Com Heinz, agência Africa desenvolve ação fora deste mundo (literalmente)

Multinacional aceitou ideia 100% brasileira de criar um ketchup sob condições fisiológicas de Marte; em entrevista à EXAME, empresário Sergio Gordilho conta detalhes da parceria que levou três anos, dois países e inúmeros testes até chegar ao produto ideal
 (Divulgação/Heinz)
(Divulgação/Heinz)
Por Laura PanciniPublicado em 11/11/2021 10:23 | Última atualização em 11/11/2021 10:27Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Nesta segunda-feira, 8, a multinacional Kraft Heinz anunciou que havia fabricado um ketchup de Marte. Simulando as condições de solo, temperatura e água do planeta, a marca foi capaz de cultivar tomates como se eles tivessem sido feitos por lá. 

Enquanto os experimentos científicos foram conduzidos pelo Instituto Espacial Aldrin, nos Estados Unidos além de ajuda dos Mestres Tomateiros da Heinz , a ideia foi 100% brasileira. Ela foi idealizada pela Agência Africa, uma das maiores de publicidade do mundo, cerca de três anos atrás.

"Aprovamos a ideia em 2018 com a Heinz, mas tínhamos o obstáculo de encontrar um parceiro que pudesse realmente produzir o produto", conta Sergio Gordilho, empresário e copresidente da Africa. Eventualmente, eles encontraram o Instituto Aldrin, dentro da Universidade de Flórida.

A Heinz, que recentemente comprou a fabricante brasileira Hemmer, já está presente em viagens espaciais. Condimentos como o ketchup são comuns em lugares como a Estação Espacial Internacional (ISS), por exemplo. “Muitos dos pratos vêm desidratados, então um bom molho sempre faz suas refeições deliciosas”, conta o ex-astronauta e embaixador da marca Heinz, Mike Massimino, sobre as refeições em órbita.

Cientista em meio a estufa com tomates da Heinz

Cientista do Instituto Aldrin, nos Estados Unidos, dentro da estufa "Red House", onde os experimentos para o ketchup de Marte foram realizados (Heinz/Divulgação)

Com auxílio de 14 profissionais de astrobiologia, o experimento foi conduzido em uma estufa apelidada de "Red House" dentro do instituto. Lá, os tomates foram cultivados em um ambiente com as mesmas condições fisiológicas que as de Marte. Conseguir a safra perfeita, porém, tomou muito mais tempo. 

"Precisávamos manter os mesmos critérios de acidez, líquido e cor, e tinha que ser aprovado pelo Mestre Tomateiro da Heinz", relembra Gordilho. As primeiras tentativas das sementes de Marte não deram certo, conta ele, por causa do padrão demandado pela marca a Heinz garante em nota à imprensa que o ketchup "Marz Edition" é "indistinguível" do original.

Além disso, a pandemia do coronavírus fez com que o projeto parasse completamente por 7 meses. "A produção começou em fevereiro de 2019 e só conseguimos uma colheita satisfatória cerca de um mês atrás. Foram 2.000 horas de trabalho para chegar as condições ideais."

Para provar que o sabor iria se manter fora da Terra, a Heinz chegou a enviar uma garrafa para uma curta viagem 35 quilômetros acima da atmosfera, onde a temperatura cai para -70°C.

Cena do comercial introduzindo o Heinz Marz Edition, ketchup de Marte

Cena do comercial introduzindo o Heinz Marz Edition, ketchup de Marte (Heinz/Divulgação)

Pela grandiosidade (e longevidade) do projeto, Gordilho conta que também houve uma certa preocupação na ideia vazar para concorrentes. "Tinha uma certa questão de sigilo. Tínhamos muitas pessoas envolvidas e ainda durante o isolamento social, quando todo mundo estava digitalmente conectado."

Como foi para muitos durante a pior parte da pandemia, Gordilho relembra o período como um momento de muita oscilação. "Tinha essa dúvida de se ia dar certo ou não. Isso mostra muito da resiliência, tanto da equipe da Heinz quanto dos cientistas do Instituto Aldrin, e uma bravura para conseguir chegar num resultado, porque era muito mais fácil desistir."

Ambiciosa, a Heinz vê o experimento não só como uma comemoração dos seus 150 anos, como também um teste para ver como seria o cultivo de tomates em Marte no futuro (ou na Terra, caso as condições climáticas piorem). "Ela quer mostrar que é uma marca com perenidade", conta Gordilho.

"Foi talvez a ideia da Africa que mais demorou tempo. Do ponto de vista publicitário, eu acho que foi uma das coisas mais longas e corajosas que a gente já fez. A ideia saiu do Brasil, mas está sendo usada globalmente", disse Gordilho.

1Sergio-Gordilho-e-Marcio-Santoro_-credito-Rodrigo-Pirim

Esquerda: Sergio Gordilho, copresidente e CCO. Direita: Márcio Santoro, copresidente e CEO (Rodrigo Pirim/Divulgação)