Fim dos dinossauros permitiu aumento dos mamíferos

Estudo mostra que animas aumentaram de tamanho ao se alimentarem da vegetação que antes era consumida pelos dinossauros
Os dinossauros teriam sido extintos há 65 milhões de anos (Ethan Miller/Getty Images)
Os dinossauros teriam sido extintos há 65 milhões de anos (Ethan Miller/Getty Images)
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Da RedaçãoPublicado em 28/07/2011 às 13:10.

Washington - A extinção dos dinossauros deixou o campo livre no ecossistema terrestre aos mamíferos, cujo tamanho, modesto em seus primeiros 140 milhões de anos de evolução, aumentou rapidamente, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira.

Após reinar por 200 milhões de anos sobre todo o planeta, os dinossauros desapareceram há 65 milhões de anos com outras espécies de animais. Segundo a hipótese mais admitida, foram vítimas da queda de um grande meteorito que teria perturbado o clima terrestre.

Esta grande extinção deixou intacta, repentinamente, uma ampla vegetação que antes era fonte de alimento de numerosos dinossauros, explicou Jessica Theodor, professora de biologia da Universidade de Calgary, no Canadá, e uma das autoras destes trabalhos publicados pela revista Science de 26 de novembro.

Os mamíferos, cujos tamanhos variavam na época de três gramas a 15 kg, começaram a consumir este alimento e chegaram a alcançar, o maior deles, 17 toneladas. Após 25 milhões de anos adquiriram dimensões menos gigantescas.

Além de ter confirmado - através da análise de muitos fósseis, incluindo os dentes - que os mamíferos cresceram muito após o desaparecimento dos dinossauros, o estudo também mostra que o ecossistema foi capaz de se "reprogramar" rapidamente para atender às necessidades desses animais, cujo tamanho aumentou de forma tão drástica.

"Os dinossauros se extinguiram há 65 milhões de anos e em 25 milhões de anos o ecossistema se reprogramou para responder ao crescimento da demanda destes animais cada vez maiores, o que é, em termos geológicos, um período curto, uma evolução verdadeiramente rápida", explica Jessica Theodor.

"Ninguém até agora havia documentado assim estes fenômenos, mencionados pelos paleontólogos", disse a bióloga, uma das vinte cientistas no mundo que trabalharam neste projeto durante dois anos.