Estudo sugere relação de tipo sanguíneo com vulnerabilidade ao coronavírus

A pesquisa preliminar indica que pessoas com tipo sanguíneo A são mais suscetíveis ao contágio

Um estudo que ainda precisa de revisão da comunidade científica sugere que as pessoas com sangue tipo A são mais vulneráveis ao novo coronavírus do que os indivíduos que têm outro tipo sanguíneo.

Conduzidos por Wang Xinghuan, professor na Universidade de Wuhan Zhongnan, os pesquisadores investigaram o tipo sanguíneo de 2.173 pessoas contaminadas pelo vírus em três hospitais na China, dois em Whuran (epicentro da pandemia) e um em Shenzhen. Eles compararam as pessoas contagiadas com as que são saudáveis das mesmas regiões.

Entre os 1.775 pacientes do Hospital Wuhan Jinyintan, 38% tinham sangue tipo A, enquanto o número de pessoas com esse tipo sanguíneo entre o grupo de pessoas saudáveis era de 32%. Ou seja, o número de pessoas com a doença contagiosa com sangue tipo A é acima da média da população regional.

O estudo preliminar mostra ainda que 41% das 206 mortes levadas em conta nesse estudo foram de indivíduos com sangue tipo A.

A conclusão do estudo é que as pessoas com tipo sanguíneo A são mais suscetíveis ao contágio do vírus, enquanto as pessoas com sangue do tipo O têm menos risco de contraí-lo. Enquanto 34% da população local tinha sangue tipo O, 25,8% das pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus tinham esse tipo sanguíneo.

O estudo ainda não pode ser considerado como um guia para a prática clínica, uma vez que tem limitações e que requer o processo de aprovação da comunidade científica (chamado peer review), que atesta a qualidade do método utilizado e se os resultados podem ou não ser considerados.

Em todo caso, os mesmos cuidados para conter o contágio do novo coronavírus valem para pessoas com qualquer tipo sanguíneo.

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