Estudo questiona nos EUA vínculo entre 11/09 e câncer

A pesquisa é divulgada meses depois de 50 tipos de câncer terem sido incluídos à lista de doenças que podem se beneficiar de um fundo de compensações de US$ 4,3 bilhões

Nova York – Um estudo que será publicado esta quarta-feira questiona o vínculo entre a poeira tóxica dos atentados de 11/09 em Nova York e o desenvolvimento do câncer, apenas seis meses depois de dezenas de casos de câncer terem sido declarados como passíveis de compensação.

O estudo do Departamento de Saúde de Nova York, que será publicado na revista da Associação Médica americana, reportou que os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 contra as torres-gêmeas do World Trade Center “deram lugar à liberação de conhecidos e suspeitos (agentes) carcinógenos no meio ambiente”.

No entanto, apesar da “preocupação pública de que as exposições possam influenciar no aumento de casos de câncer”, as proporções de “todos os tipos de câncer combinados em 2007-2008 não foram significativamente elevadas”.

O estudo foi o maior já realizado. Participaram dele 5.778 residentes do estado de Nova York, inclusive um grande número de pessoas que trabalharam nas áreas de resgate.

A pesquisa é divulgada meses depois de 50 tipos de câncer terem sido incluídos à lista de doenças que podem se beneficiar de um fundo de compensações de US$ 4,3 bilhões, criado a partir dos atentados.

Os especialistas dizem que o tema é tão complexo que o estudo não dará a última palavra.

O comissário de saúde de Nova York, Thomas Farley, disse ao jornal The New York Times que não se podia dizer que a decisão prévia do governo federal de dar compensações seria invalidada pela investigação.

“O câncer leva 20 anos para se desenvolver”, disse, acrescentando que podem encontrar uma situação diferente dentro de duas décadas.

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