Estudo mostra baixa transmissão de covid-19 em escolas

Apenas um pequeno surto aconteceu em uma creche, e a doença se espalhou entre 6 adultos e 7 crianças

Um estudo feito por pesquisadores australianos apontou que os níveis de transmissão pelo novo coronavírus em escolas foi baixo durante a primeira onda da doença, no começo do ano.

As escolas na Austrália, ao contrário de muitos países no mundo, permaneceram abertas e, quando o vírus atingiu o seu pico por lá, reduziu a quantidade de estudantes, respeitando as regras de distanciamento social e priorizando a presença física de filhos de profissionais da área de saúde.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram 15 escolas e 10 creches que tiveram a presença de crianças ou adultos infectados em Nova Gales do Sul, no sudeste da Austrália.

Mais de mil contatos foram monitorados no estudo e, desses, 43,7% tiveram testes positivos de ácido nucléico, ou de anticorpos, ou ambos, para a covid-19. A transmissão secundária foi encontrada em cinco casos em três escolas. Nas creches, em apenas nove das dez analisadas houve contaminação.

Apenas um pequeno surto do SARS-CoV-2 aconteceu em uma creche, e a doença se espalhou entre seis adultos e sete crianças.

Em primeiro de maio, Nova Gales do Sul tinha 3.033 casos confirmados de covid-19. Aqueles abaixo de 18 anos representavam apenas 3,2% dos infectados e 9% delas deram entrada no hospital para seguir as medidas restritivas de isolamento. De todas, apenas uma precisou ir para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Em todas as escolas, cinco dos 18 casos encontrados foram assintomáticos, ou seja, os indivíduos não tiveram sintomas durante o período de infecção.

As evidências científicas sugerem que a covid-19 é menos grave em crianças e causa menos complicações quando comparadas aos adultos.

A pesquisa foi publicada na prestigiada revista científica The Lancet.

A notícia de que escolas podem não ser ambientes de alto contágio da covid-19 é boa para os pais no mundo todo, mas estudos apontam que é bom tomar cuidado.

Uma pesquisa preliminar feita na Coreia do Sul apontou que pré-adolescentes e adolescentes são capazes de transmitir o vírus tanto quanto adultos.

A taxa de contágio mais alta foi encontrada em casos de crianças acima de 10 anos, de 18,6%. Já crianças de zero a nove anos tiveram a menor taxa de transmissão (5,3%) — o que vai de encontro com a descoberta feita pelos cientistas australianos.

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