Estação ISS apresenta problemas, mas tripulação está a salvo

Os astronautas da Estação Espacial Internacional estão a salvo e se refugiaram no segmento russo, após alarme disparar no lado americano da ISS, anunciou a NASA

Miami - Os seis astronautas da Estação Espacial Internacional estão a salvo e se refugiaram no segmento russo depois de um alarme disparar no lado americano da ISS, anunciou a NASA nesta quarta-feira.

A agência espacial americana não pôde, no entanto, confirmar que um vazamento de amoníaco tenha sido a causa do alarme, como reportou a agência espacial russa mais cedo.

"Os controladores de voo da ISS não sabem se o alarme foi acionado por um pico de pressão, um captor defeituoso ou um problema técnico", indicou a NASA em sua conta no Twitter.

"Os controladores do Centro Espacial em Houston detectaram um aumento da pressão na água do sistema de controle de temperatura B, e, em seguida, observaram um aumento da pressão na cabine que poderia indicar, no pior dos cenários, um vazamento de amoníaco", explicou a NASA em seu site.

Por medida de preocupação, foi pedido aos membros da tripulação que se isolassem no segmento russo enquanto as equipes em terra avaliam a situação. Os equipamentos não essenciais da estação também foram desligados.

Em contatos pouco após às 12H00 GMT (10H00 de Brasília) entre o centro espacial americano e o comandante da tripulação, Barry Wilmore, a NASA indicou que não havia a confirmação de que o alarme foi acionado por um vazamento de amoníaco.

Pouco antes, seu colega russo anunciou que o vazamento de uma substância tóxica a partir de um circuito de resfriamento forçou os astronautas a se retirar do segmento americano da ISS.

"Uma substância tóxica emanou do circuito de resfriamento para a atmosfera da estação no segmento americano da ISS por volta das 11H44 de Moscou (06H44 no horário de Brasília)", indicou a agência Roskosmos em um comunicado.

"Atualmente, o segmento americano foi evacuado e a equipe americana está em segurança no segmento russo", acrescentou a agência.

Um representante do centro de controle russo informou às agências de notícias russas que a substância em questão era amoníaco, um gás incolor que pode causar queimaduras nos olhos e pulmões.

Nenhum vazamento detectado

"A situação é complicada, mas está sob controle. Tais vazamentos de amoníaco já aconteceram no passado", acrescentou o responsável.

Reparar um possível vazamento poderia, segundo ele, necessitar uma saída no espaço, mas não a evacuação de toda a tripulação.

Contudo, Rob Navias, comentarista da NASA, afirmou ao canal de televisão da agência espacial americana que apesar de o alarme ter realmente soado, "nenhum dado indicava" até este momento um vazamento de amoníaco.

A Rússia fornece à estação seu principal módulo, onde se situam os motores-foguetes, e os foguetes russos Soyouz são, desde o fim das atividades das naves espaciais americanas, o único meio de se chegar e de repatriar a tripulação da ISS.

Dezesseis países participam da ISS, posto avançado e laboratório espacial colocado em órbita em 1998 que custou 100 bilhões de dólares, financiados principalmente pela Rússia e pelos Estados Unidos.

Assim como a Rússia, a Europa não está disposta a financiar a ISS após 2020.

Este incidente poderia atrasar o retorno à Terra da cápsula Dragon da SpaceX que abasteceu a estação no início desta semana.

A ISS é um dos raros domínios da cooperação russo-americana que não sofreu com a degradação das relações entre os dois países com a crise na Ucrânia, que fez com que os ocidentais adotassem sanções econômicas sem precedentes contra a Rússia.

A tripulação da ISS é formada atualmente por seis membros, dois americanos (o comandante Barry Wilmore e Terry Virts), três russos (Elena Serova, Alexander Samokutyaev e Anton Shkaplerov) e uma italiana (Samantha Cristoforetti).

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