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Esqueça Marte: bilionários querem viagens à órbita terrestre

Enquanto Elon Musk sonha com missões a Marte, Paul Allen e Richard Branson estão se concentrando em um voo espacial revolucionário mais perto da Terra

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	Richard Branson: empreendedores e empresas com fins lucrativos estão trabalhando para sacudir o negócio dos lançamentos comerciais
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Richard Branson: empreendedores e empresas com fins lucrativos estão trabalhando para sacudir o negócio dos lançamentos comerciais (Divulgacao)

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Julie Johnsson

Publicado em 13 de abril de 2015 às, 21h43.

Enquanto Elon Musk sonha com missões a Marte, Paul Allen e Richard Branson, também bilionários, estão se concentrando em um voo espacial revolucionário mais perto da Terra: fretes baratos à sua órbita.

De startups até o colosso aeroespacial Boeing Co., empreendedores e empresas com fins lucrativos estão trabalhando para sacudir o negócio dos lançamentos comerciais, de US$ 6 bilhões, cujas agendas apertadas podem requerer anos de espera para levar satélites de comunicações de US$ 200 milhões ao espaço.

Em vez de impulsionadores pesados lançados de plataformas convencionais, os novos fabricantes de foguetes preveem espaçonaves menores que decolem de lugares tão variados como regiões remotas do Oceano Pacífico Sul e um avião gigante capaz de tornar insignificante o famoso “Spruce Goose”, de Howard Hughes.

As viagens com tarifas reduzidas lhes permitirão lançar os últimos satélites em miniatura, que estão sendo construídos por até US$ 10.000 e implementados em grandes números para monitorar safras, criar pontos de acesso à internet e acompanhar os sistemas meteorológicos.

“Sempre que se eliminam zeros do custo de fazer algo, as pessoas começam a experimentar coisas que nunca tentaram antes”, disse A.J.

Piplica, CEO da Generation Orbit Launch Services Inc., que está projetando um foguete leve lançado de um jato comercial da Gulfstream.

As ideias de Allen e Branson serão apresentadas nesta semana em Colorado Springs, Colorado, na exibição comercial Space Symposium. Os empreendedores compartilham com Musk a meta de diminuir os custos dos voos espaciais.

Porém, ao contrário do fundador da Space Exploration Technologies Corp., eles e seus colegas de perfil mais baixo têm seu foco mais perto da Terra.

Satélites

Durante anos, o número de ativações de satélites oscilou entre 70 e 150 por ano, disse Marco Cáceres, diretor de estudos espaciais da empresa de consultoria Teal Group, com sede em Fairfax, Virgínia. Hoje, com unidades tão minúsculas quanto um cartão de crédito, o ritmo está acelerando.

Entre os lançamentos em 2014 houve 303 satélites de um quilo a uma tonelada, com um valor de mercado de US$ 1,9 bilhão, segundo dados do Teal Group.

Os novos operadores de lançamentos estão desafiando atores estabelecidos como a United Launch Alliance, uma joint venture entre a Boeing e a Lockheed Martin Corp.

O segredo, disse Cáceres, é manter as tarifas abaixo dos US$ 12 milhões que as empresas americanas costumam pagar para colocar cargas em foguetes Dnepr, de fabricação russa, mísseis convertidos da época da Guerra Fria que oferecem o frete mais barato.

A Stratolaunch, uma unidade da Vulcan Inc. de Allen, quer descartar os lançamentos terrestres. A empresa está construindo o maior avião do mundo – sua envergadura de 117,34 metros ofuscaria o barco voador de madeira construído na década de 1940 por Hughes – para levar os foguetes até 9.144 metros de altura e depois lançá-los até a órbita.

A Vulcan não quis comentar antes de uma apresentação no Space Symposium nesta segunda-feira.

Abordagem invertida

Empregar um foguete uma única vez com um avião transportador reutilizável modifica a abordagem da SpaceX de Musk, que está tentando reduzir os custos de lançamento com impulsionadores recicláveis.

A SpaceX planeja uma missão de frete para a Estação Espacial Internacional nesta segunda-feira, e voltará a tentar fazer com que o foguete gasto aterrisse verticalmente em um “navio-drone autônomo que funciona como porto espacial” no mar.

A Virgen Galactic de Branson utilizará um avião de transporte de fabricação personalizada similar ao da Stratolaunch de Allen. O WhiteKnightTwo da Virgin tem apenas quatro motores, frente aos seis do avião da Stratolaunch, e foi projetado originalmente para voos turísticos suborbitais.

Até a Boeing, veterana das missões espaciais dos EUA que remontam à década de 1960, pretende começar a testar o lançamento de um foguete de 7,31 metros a partir de um dos seus jatos de combate F-15E neste ano, em um contrato com a agência de pesquisa do Pentágono.

A empresa está tentando fornecer um transporte para satélites por menos de US$ 1 milhão que possa ser lançado dentro de um dia.

“Potencialmente, há milhares de pequenos satélites entrando em órbita”, disse Dick “Rocket” David, CEO da empresa de pesquisa do setor NewSpace Global, com sede em Cabo Canaveral, Flórida. “Vão surgir novos jogadores que poderiam lucrar muito”.

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