Erupções vulcânicas e meteorito acabaram com os dinossauros

O enorme meteorito que atingiu o planeta há 66 milhões de anos não foi o único culpado
Sítio arqueológico onde foi encontrada pegada de dinossauro, em Sucre, Bolívia (Aizar Raldes/AFP)
Sítio arqueológico onde foi encontrada pegada de dinossauro, em Sucre, Bolívia (Aizar Raldes/AFP)
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Da RedaçãoPublicado em 01/10/2015 às 22:43.

Miami - O enorme meteorito que atingiu o planeta há 66 milhões de anos não foi o único culpado.

A extinção dos dinossauros também ocorreu devido à série de potentes erupções vulcânicas causadas pelo impacto.

A pergunta sobre a causa exata do apocalipse dos dinossauros é um frequente tema de debate entre os cientistas. Agora, a última pesquisa divulgada nesta quinta-feira na revista Science sugere que ambos acontecimentos são responsáveis. Não um ou o outro.

Novas análises e estudos da atividade vulcânica onde hoje é a Índia indicam que os vulcões duplicaram suas erupções no Planalto do Decão durante os 50.000 anos que seguiram o impacto do asteroide, e durante os quais ocorreu a maior extinção em massa do planeta.

"Com base na nossa datação da lava, podemos estar bastante seguros de que a atividade vulcânica e o impacto aconteceram durante os 50.000 anos durante os quais ocorreram a extinção", declarou o principal autor do estudo, Paul Renne, professor de ciências planetárias da Universidade da Califórnia em Berkeley.

"Claramente, ambos fenômenos trabalharam ao mesmo tempo", completou. "É basicamente impossível atribuir efeitos atmosféricos a um ou outro. Ambos (acontecimentos) ocorreram simultaneamente".

O impacto do asteroide e as erupções vulcânicas "provavelmente cobriram o planeta de pó e gases nocivos, o que deve ter mudado o clima e causado a extinção precoce de muitas espécies", informou um comunicado da universidade.

A vida na Terra demorou 500.000 para se recuperar da devastação.

"O cenário que sugerimos, de que o impacto do asteroide causou o vulcanismo, reconcilia nos fatos de que antes pensávamos que era uma coincidência inacreditável", disse Mark Richards, coautor do estudo e professor de ciências planetárias na mesma instituição.