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Entenda o significado das metas climáticas baseadas na ciência

Padronização é necessária para balizar medidas de empresas, governos e sociedade civil
 (Getty Images/Christopher Furlong)
(Getty Images/Christopher Furlong)
Por RedaçãoPublicado em 11/11/2021 09:00 | Última atualização em 11/11/2021 10:07Tempo de Leitura: 5 min de leitura

Estabelecer metas climáticas baseadas na ciência é uma estratégia-chave para um ciclo virtuoso de ambição net zero. Assim acredita o Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que organizou painel sobre o tema em Glasgow, na Escócia, em paralelo à COP26.

“A padronização da referência é necessária para o mercado ter metodologia referenciada de compensação e créditos acessados”, afirma Andrea Alvares, Chief Brand, Innovation, International and Sustainability Officer da Natura, empresa que é carbono neutro desde 2007. “Não é compensar com qualquer crédito de carbono. A qualidade do crédito precisa ser levada em conta”, diz.

Esses parâmetros servem tanto para empresas quanto para o setor público.

Ilan Cuperstein, vice-diretor regional para a América Latina da Rede C40 Cities Climate Leadership Group, uma organização que reúne 97 cidades em torno da agenda climática, sendo 12 delas na América Latina e quatro no Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba -, explica que, depois do Acordo de Paris, iniciou-se um trabalho para saber como as cidades seguiriam as metas para restringir o aumento de temperatura a 1,5º C. “O que isso significa em um nível local?”, questiona. Segundo ele, a C40 vem apoiando as cidades a criarem planos de ações climáticas que as levem à neutralidade até 2050, com metas intermediárias. “Porque sem as metas intermediárias inviabiliza chegar à neutralidade em 2050”, afirma.

Cuperstein diz que as cidades lançaram planos robustos e detalhados com metas setoriais e ressalta a importância da fala dos políticos nesse sentido. “A declaração política sem ação é vazia, mas ela é crucial para o alcance das metas. É necessário compromisso político claro, algo que as cidades entregaram em um momento que o governo federal vacila, para dizer o mínimo.”

A Rede C40 vem apoiando as cidades em questões técnicas, para entenderem o tamanho do desafio. Cuperstein dá um exemplo: “Não dá mais para continuar com frotas de ônibus de emissões poluentes em 2030”. Esse tipo de ação, afirma o especialista, só se consegue ver quando há planos específicos. “No nível de cidade, onde serão as áreas verdes para soluções baseadas na natureza?”, questiona. É preciso, continua Cuperstein, um alinhamento. “[O tema da agenda climática] não pode ficar em uma caixinha de sustentabilidade, tem que envolver o transporte, a saúde, a educação.”

Ele ainda vai mais longe dizendo que as cidades não vão conseguir chegar lá sozinhas. “Elas têm papel crucial, mas precisam de alinhamento com empresas, outras esferas de governo, sociedade civil, apontando o que as cidades podem fazer e onde as parcerias são mais relevantes e necessárias.”

Lucia Rodrigues, líder de filantropia da Microsoft Brasil, empresa carbono neutro com a meta de se tornar carbono negativo em 2030, contou como a companhia vem atuando em parceria com outros agentes, aportando sua tecnologia em governos e sociedades para ajudá-los em seus processos de redução de emissões. A previsia é uma plataforma que se propõe a olhar para o desmatamento futuro, ajudando nas políticas de prevenção ao desmatamento. “Há uma relação direta entre a abertura de estradas ilegais e queimadas”, diz Lucia. A previsia, segundo ela, mapeia, com ajuda de inteligência artificial, áreas mais propícias a terem estradas ilegais abertas. “Tem um potencial de dizer quais são as áreas que precisam de mais atenção.”

Inamara Melo, coordenadora do CT de Clima da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente e Secretária Executiva de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pernambuco, corrobora sobre a necessidade de construir parcerias. “Só assim para implementar a agenda do clima”, diz.

Ela pontua que esta é a primeira COP com número tão representativo de estados brasileiros, são 20. “Há, sim, enormes desafios nessa caminhada, necessidade de superação, falta coordenação federal, mas há um esforço das instituições para articulação dos estados e avanço da agenda climática. Se apoiando mutuamente, apesar da diversidade que tem o Brasil, a gente acha que pode chegar lá.”

Alberto Carillo Pineda, diretor executivo e fundador da Science Based Targets Initiative, apresentou dados de um novo relatório mostrando como as empresas no Brasil estão em relação à transição para um modelo descarbonizado. Segundo ele, 46% já têm algum tipo de objetivo. “Isso é bom, mas não é o suficiente. Dessas, apenas 10% têm metas consistentes com a transformação que é necessária para limitar o aquecimento em 1,5º C.”

Dave McGlinchey, chefe de relações externas da Woodwell Climate Research Center, argumentou sobre a relação entre agricultura e floresta e mostrou estudos que evidenciam as tendências de precipitações futuras para os próximos anos. “Essa análise mostra que extremos se tornam mais extremos. Isso quer dizer que meses quentes ficam mais quentes, os frios, mais frios, a chuva aumenta e aumenta a temporada de incêndio”, explica. “A visão da severidade desses riscos é importante para definir alvos suficientes de mitigação. Quando a gente fala de alvo de neutralidade de carbono, entender o risco para a floresta, das secas e incêndios, é componente crítico. Nenhum alvo pode ser definido sem ter certeza que será eficiente para a floresta”, complementa, enfatizando a importância das metas baseadas em ciência.