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Ebola pode ser transmitido sexualmente, dizem cientistas

Pesquisadores confirmam que uma mulher da Libéria foi detectada com o ebola após ter feito sexo desprotegido com um homem sobrevivente da epidemia

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	Teste de ebola: um homem infectado há cinco meses pode ter transmitido a doença a uma mulher
 (Richard Juilliart)

Teste de ebola: um homem infectado há cinco meses pode ter transmitido a doença a uma mulher (Richard Juilliart)

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Marina Demartini

Publicado em 4 de maio de 2015 às, 12h08.

São Paulo – O ebola pode entrar na lista de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) nos próximos dias. Uma mulher na Libéria pode ter contraído o ebola após ter feito sexo sem camisinha com um homem detectado com o vírus.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (em inglês CDC), a descoberta não é conclusiva. Porém, a cronologia dos acontecimentos sugere que a mulher tem ebola devido ao sêmen de um sobrevivente da epidemia.

A liberiana, aparentemente, não teve nenhum contato com pessoas infectadas recentemente com o vírus. Ela foi diagnosticada com a doença na metade do mês de março, uma semana após ter relações sexuais com um homem que teve o vírus em setembro de 2014.

Relatórios publicados pelo CDC confirmam que pessoas já infectadas pela doença continuam abrigando o vírus durante algum tempo. 

O vírus não foi encontrado no sangue do homem infectado, porém a presença do ebola foi confirmada em uma amostra de seu sêmen.

No caso da liberiana, o vírus foi isolado do sêmen 82 dias após o início dos sintomas para a realização de uma bateria de exames. O RNA do vírus foi detectado no esperma 101 dias depois dos primeiros sinais da doença.

Além disso, pedaços do vírus do sêmen e da mulher parecem se encaixar quase perfeitamente, afirma o CDC. Pesquisas dos anos 90 relatam que o ebola já foi encontrado em espermas e que poderia ser considerado uma DST. 

O vírus pode ser contraído a partir de fluidos, como a saliva e o suor, de pessoas contaminadas. Contudo, o exemplo da liberiana pode ser o primeiro caso confirmado de transmissão sexual do vírus.

O CDC pede que os sobreviventes que contraíram o ebola utilizem a camisinha durante o coito ou não façam sexo até que novas pesquisas concluam se a transmissão sexual do vírus é possível. 

A Libéria foi um dos países que mais sofreu com a doença. Mais de 4.600 morreram de ebola desde que a epidemia começou na localidade em março de 2014. 

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