Desmatamento na Amazônia em janeiro foi o mais agressivo em sete anos

Uma área semelhante à de Curitiba foi colocada no chão entre os dias 1º e 27 de janeiro
O desmatamento do primeiro mês do ano é 150% maior que o recorde anterior. Ambos os resultados negativos ocorreram ao longo do mandato de Jair Bolsonaro na Presidência (Jonne Roriz/Getty Images)
O desmatamento do primeiro mês do ano é 150% maior que o recorde anterior. Ambos os resultados negativos ocorreram ao longo do mandato de Jair Bolsonaro na Presidência (Jonne Roriz/Getty Images)
Por André LopesPublicado em 10/02/2022 14:28 | Última atualização em 10/02/2022 15:10Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O desmatamento na Amazônia em 2021 foi marcado como o mais agressivo em 15 anos. Contudo, janeiro de 2022 já superou os registro do ano passado e se tornou o mês mais mais destrutivo para a floresta desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) passou a dividir por meses a taxa de desmatamento, em 2015.

O número surpreende, já que o começo do ano é historicamente o período com as menores taxas de destruição da floresta ao longo do ano.

Para ter uma ideia, uma área semelhante à de Curitiba foi colocada no chão entre os dias 1º e 27 do mês passado.

Na lista dos estados que mais destruíram o bioma está Mato Grosso, que retirou 146 km2 de cobertura vegetal.

Rondônia fecha os líderes, com 116 km2 desmatados e sua capital como a cidade que mais impactou a floresta.

Com o avanço do desmatamento, na última década, cidades da Amazônia passaram São Paulo como cidades mais poluidoras, fenômeno causado pela queimada da floresta resultante do desmatamento.

No modo mais nocivo de derrubada, retroescavadeiras carregam correntes pesadas que vão arrastando toda a vegetação pelo caminho.