Descoberta uma nova espécie de dinossauro carnívoro

Os dinossauros adultos do ''Bicentenário'' teriam entre 2,5 e 3 metros de comprimento
Os pesquisadores acreditam que o dinossauro teria o corpo coberto por penas (Divulgação/Julius T. Csotonyi)
Os pesquisadores acreditam que o dinossauro teria o corpo coberto por penas (Divulgação/Julius T. Csotonyi)
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Da RedaçãoPublicado em 26/06/2012 às 21:06.

Buenos Aires - Pesquisadores argentinos anunciaram nesta terça-feira a descoberta de uma nova espécie de dinossauro carnívoro, que pode contribuir para novos estudos sobre a evolução dos grandes répteis.

A nova espécie, apresentada nesta terça-feira por pesquisadores do Museu Argentino de Ciências Naturais (MACN) de Buenos Aires, foi batizada de ''Bicentenário Argentino'' e seus restos foram achados na província de Rio Negro.

''É muito provável que seja o primeiro representante encontrado de uma nova linhagem dentro da família dos ''celurossauros'', dinossauros que eventualmente deram origem às aves'', disse em comunicado o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) da Argentina, do qual faz parte o MACN.

O chefe do museu e pesquisador independente do Conicet, Fernando Novas, afirmou que, apesar de a espécie dos celurossauros incluir membros como o Tiranossauro Rex e o Velociraptor, ''não se sabe muito sobre as formas primitivas, os primeiros celurossauros''.

Os dinossauros adultos do ''Bicentenário'' teriam entre 2,5 e 3 metros de comprimento, eram ágeis e magros e, pela forma de seus dentes e a presença das garras, teriam sido caçadores. ''Podemos suspeitar que se alimentavam de pequenos dinossauros, herbívoros e filhotes de dinossauros'', afirmou Novas.

Os pesquisadores acreditam que o dinossauro teria o corpo coberto por penas.


As rochas que continham os ossos do ''Bicentenário'' tem cerca de 90 milhões de anos e correspondem ao período Cretáceo Superior, de um período de 65 milhões há 98 milhões de anos atrás.

''Os fósseis de celurossauros primitivos são raros, e portanto esta nova espécie é muito importante'', disse Steve Brusatte, da divisão de Paleontologia do Museu Americano de História Natural, dos Estados Unidos.

Para Brusatte, o achado do ''Bicentenário'' não só ajuda a compreender melhor as origens das aves e seus parentes mais próximos, mas também ''indica que os continentes da América do Sul, África, e também na Austrália, tiveram uma maior diversidade de pequenos dinossauros acima do normal''.