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Covid-19: Mortes podem ser nove vezes maiores por ceticismo sobre vacinas

Estudo do Imperial College London estima que países com mais pessoas que se recusam a se vacinar podem enfrentar taxas de mortalidade até nove vezes maiores

Países com um número significativo de pessoas que se recusam ou adiam tomar vacinas podem enfrentar taxas de mortalidade por covid-19 até nove vezes maiores do que em outras populações, segundo um novo estudo.

O ceticismo em relação às vacinas nos próximos dois anos pode resultar em altas taxas de mortalidade além da fase atual e mais aguda da pandemia e ameaça as campanhas globais de vacinação, disseram pesquisadores do Imperial College London.

As conclusões destacam a escala do risco que governos e autoridades de saúde pública enfrentam caso não consigam vencer a desconfiança na imunização.

“Ser vacinado é uma escolha individual; no entanto, essa escolha tem consequências sociais”, disse Daniela Olivera Mesa, uma das autoras do estudo, em comunicado. “Nosso trabalho demonstrou que a hesitação em relação às vacinas pode ter um impacto significativo na saúde.”

O potencial risco é particularmente alto em países como a França, onde apenas 40% das pessoas disseram em uma pesquisa de dezembro que tomariam uma vacina contra a covid se esta lhes fosse oferecida.

Com base nos níveis atuais de ceticismo sobre os imunizantes, a França poderia registrar 8,7 vezes mais mortes entre 2021 e 2022 do que sob o nível ideal de vacinação, onde 98% dos indivíduos com 15 anos ou mais são vacinados, disse o relatório. Isso se compara a 4,5 vezes mais mortes na Alemanha e 1,3 vez mais no Reino Unido, que mostra o menor nível de hesitação dos países incluídos na análise.

No geral, os autores estimam que mesmo níveis modestos de hesitação podem levar a 236 mortes extras por milhão de pessoas em um período de dois anos, assumindo que as vacinas administradas tenham eficácia de 94%. Com uma vacina 63% eficaz, o número sobe para 305 por milhão.

Os resultados também presumem que os países não retomarão os lockdowns ou intervenções não farmacêuticas semelhantes para conter a transmissão do vírus.

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