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Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia será reformulado

Rodrigo Garcia, secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, detalhou como funcionará o Concite a dirigentes da Fapesp

São Paulo - A Fapesp recebeu a visita do novo titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SDECT), Rodrigo Garcia.

O objetivo do encontro, no dia 18 de junho, foi apresentar ao secretário a Fapesp e os programas apoiados pela instituição, além de discutir a participação da Fundação na reorganização do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia (Concite).

Anunciado no início de maio, durante a apresentação oficial dos 17 novos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), apoiados pela Fapesp, o órgão reformulado será presidido pelo governador Geraldo Alckmin e composto pelos reitores das universidades estaduais paulistas, pelo presidente da Fapesp, Celso Lafer, e por representantes do setor produtivo, entre outros.

O Concite terá o objetivo de assessorar o governador na definição de diretrizes da política de desenvolvimento científico e tecnológico do Estado de São Paulo.

Segundo Garcia, uma das primeiras atribuições do órgão será elaborar um plano de ciência, tecnologia e inovação de São Paulo com vistas a promover o desenvolvimento científico e tecnológico, especialmente por meio da articulação entre as instituições de ensino superior, de pesquisa e do setor privado situadas no estado.

“Os objetivos da minha visita foram colocar a SDECT à disposição da Fapesp para articular suas ações junto ao governo e pedir o apoio da Fundação no fornecimento de dados para podermos realizar uma discussão preliminar desse plano estadual de ciência, tecnologia e inovação que reflita a atual realidade e as perspectivas no amparo à pesquisa no Estado de São Paulo”, disse Garcia à Agência Fapesp.

De acordo com o secretário, que será o secretário executivo do Concite, a ideia é que o plano esteja pronto para ser submetido à discussão em agosto, quando o Conselho iniciará suas atividades. Seus integrantes definirão, entre outros assuntos, as áreas de conhecimento e os segmentos produtivos prioritários.


O órgão também contará com um comitê executivo permanente, presidido por Garcia, que terá o objetivo de realizar estudos e levantamentos sobre temas estratégicos para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no Estado de São Paulo.

“Observamos que outras iniciativas de criação de um conselho estadual de ciência e tecnologia tiveram dificuldade para avançar por conta da burocratização das discussões e não queremos repetir esse erro”, disse Garcia. “O funcionamento do novo Concite deve ser desburocratizado e amplo.”

Novas fontes de financiamento

De acordo com o secretário, o decreto de reorganização do Concite deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo nos próximos dias. Segundo ele, um dos focos de ação do Conselho será atrair outras fontes de financiamento à ciência, tecnologia e inovação em São Paulo.

“Em São Paulo investe-se muito em pesquisa, pois há recursos próprios e garantidos da receita do estado para essa finalidade. Mas vivemos um novo momento no financiamento à pesquisa no Brasil que requer que São Paulo tenha ousadia para buscar outras fontes de recursos e completar o apoio de financiamento à pesquisa dentro do estado”, avaliou.

Segundo Garcia, a ideia é mostrar a potenciais investidores que São Paulo possui um ambiente econômico e de pesquisa e desenvolvimento favorável para a instalação de suas empresas.

Na avaliação dele, alguns instrumentos importantes que o Estado de São Paulo possui para atrair esses investimentos são 28 parques tecnológicos, em diferentes municípios paulistas.


“Os parques tecnológicos estão dentro do contexto de criar um ambiente propício de desenvolvimento de negócios pelas empresas no Estado de São Paulo, que leve em conta a pesquisa e a inovação, e são um dos instrumentos que fazem com que o estado esteja na vanguarda da pesquisa e inovação no Brasil”, disse Garcia.

Articulação dos atores

O secretário foi recebido por Celso Lafer, presidente da Fapesp, Eduardo Moacyr Krieger, vice-presidente; José Arana Varela, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo; Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico; Joaquim José de Camargo Engler, diretor administrativo; Carlos Eduardo Lins da Silva, consultor de comunicação; e Fernando Dias Menezes de Almeida, assessor da presidência da Fapesp.

Na ocasião, Lafer fez uma apresentação sobre a Fapesp e Brito Cruz expôs os indicadores estaduais sobre pesquisa e desenvolvimento ao secretário.

“A Fapesp tem um papel importante no sistema de ciência e tecnologia do Estado de São Paulo e, evidentemente, é parte de um conjunto mais amplo”, disse Lafer.

“A ideia da reorganização do Concite, tal como o secretário está concebendo seu funcionamento, é uma forma muito válida de articular todos os atores que desempenham um papel importante no processo de promover o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado de São Paulo, e que estão vinculados à SDECT, para lidar com as urgências do presente, mas com uma visão estratégica e preocupação com o futuro. Temos muito boas expectativas em relação ao novo Concite”, disse Lafer.

Além da Fapesp, estão vinculados à SDECT os Institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), além do Centro Paula Souza – autarquia que administra as Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) –, a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo), a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) e as Universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp), Estadual Paulista (Unesp), Virtual do Estadual do Estado de São Paulo (Univesp) e as Faculdades de Medicina de Marília (Famema) e de São José do Rio Preto (Famerp).

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