Como se proteger de um ataque nuclear

Especialistas afirmam que as possibilidades de ataques nucleares são remotas. Mas por ter efeitos devastadores, é importante saber o que fazer em casos de emergência

Diversos países do mundo investem em testes nucleares. Alguns fazem às escondidas, enquanto outros não têm medo de mostrar seu potencial em casos de guerra. Mesmo com os preparativos, especialistas afirmam que as possibilidades de ataques nucleares são remotas. Mas por ter efeitos devastadores, é importante saber o que fazer em casos de emergência.

Salve-se quem puder – Segundo a professora Emico Okuno, do Instituto de Física da USP, as consequências da explosão de uma bomba atômica são trágicas. A onda de choque pode derrubar todo e qualquer tipo de construção e vegetação. Em seguida, chega um calor intenso capaz de, inclusive, fazer corpos derreterem.

A radiação ionizante chega por último. E sua ação no corpo do ser humano pode ser imediata ou tardia. “Se a pessoa não morrer nos primeiros instantes, pode – após 40 ou 50 anos – ter um câncer devido à radiação. Isso é demonstrado pelos estudos epidemiológicos de sobreviventes das bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki”, afirma.

Abandone a região antes da explosão – O grande problema no caso da explosão de uma bomba atômica é que o alvo corre o risco de não ser avisado sobre o ataque com antecedência. “Se um ataque como o de Hiroshima e Nagasaki acontecer de novo em alguma cidade – e ela for avisada antes –, a única solução é evacuá-la”, afirma Emico.

Busque um esconderijo – Se não for possível fugir, tente se esconder. Segundo o Professor Lauro Tomio, do Instituto de Física Teórica da Unesp, quanto maior a quantidade de material entre uma pessoa e o local em que foi emitida a radiação, maior será a proteção.

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Portanto, bunkers são bons esconderijos durante um possível ataque nuclear. A construção subterrânea, com paredes grossas e de concreto, também ajuda a blindar a radiação. Um túnel, por ter características de construção semelhantes a do bunker, também pode ajudar na proteção.

Mas vale ressaltar que até mesmo locais subterrâneos podem sofrer com os efeitos de uma bomba nuclear. “Essas áreas poderão ser destruídas se estiverem próximas do local da explosão, sepultando as pessoas que estiverem tentando se proteger”, afirma Tomio.

Tente blindar a radiação – Se não der para se esconder, procure uma forma de blindar a radiação. Segundo Emico, todo material absorve radiação em maior ou menor quantidade. Alguns materiais, como o chumbo, absorvem mais do que outros devido ao seu número atômico alto.

O concreto também absorve bastante, e quanto maior a espessura maior é a absorção. “É sempre melhor ter um material de blindagem entre a fonte de radiação e nós, quando possível, para proteger das radiações”, diz Emico. Médicos e enfermeiros que trabalham com cateterismo ou angioplastia, por exemplo, usam avental e óculos de chumbo como proteção.

Evite o ambiente externo – Se estiver escondido, não deixe o local. “Lembre-se que após a explosão de uma bomba atômica não dá para sair tão cedo do esconderijo, pois tudo fica destruído, com incêndios e com contaminação radioativa”, diz Emico. Por isso que donos de bunkers costumam estocar suprimentos, como água e alimentos, para um longo período de tempo.

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