Como é feita a vacina CoronaVac, aposta de São Paulo contra a covid-19

Vacina do instituto chinês Sinovac utiliza o método tradicional de vírus inativado

A CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, e testada no Brasil pelo Instituto Butantan, segue um padrão diferente das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca e foi criada com base no próprio vírus inativado, estratégia mais comum para imunizantes.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Butantan, ela é 50,38% eficaz – estando quase 0,4 pontos percentuais acima dos 50% de eficácia pedidos para a aprovação de uma vacina no mundo todo. A informação foi dada pelo jornal Folha de S. Paulo.

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Para desevolver a vacina, os cientistas criaram uma cultura do coronavírus em laboratório, deixando-o inativado para a aplicação em pacientes – isso significa que, apesar da presença do vírus na vacina e de sua multiplicação antes da inativação, ele não é capaz de infectar um indivíduo e causar os sintomas graves da covid-19.

As vacinas testadas contra a covid-19

Outro tipo de vacina produzida em tempos de SARS-CoV-2 é a novidade do RNA mensageiro, ou mRNA, como é o caso dos imunizantes da Pfizer e da Moderna.

Nesse caso, o vírus não é utilizado na hora da fabricação, que utiliza uma tecnologia sintética para induzir a criação de anticorpos no corpo humano. Dados sobre a vacina da Moderna apontaram que ela é 94,5% eficaz contra a covid-19, a da Pfizer, 95%.

Existe ainda mais uma forma de fabricar imunizantes que tem sido utilizada nessa pandemia. A farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a universidade britânica de Oxford, fez sua vacina com base no adenovírus de um chimpanzé, assim como a russa Sputnik V, do Instituto Gamaleya. Nessas vacinas, o adenovírus (grupo de vírus que causam doenças respiratórias) é unido ao material genético das proteínas da espícula do coronavírus (que são usadas pelo vírus para infectar as células humanas).

As fases para a aprovação de uma vacina

Para uma vacina ser aprovada, ela precisa passar por diversas fases de testes clínicos prévios e em humanos. Primeiro, ela passa por fases pré-clínicos, que incluem testes em animais como ratos ou macacos para identificar se a proteção produz resposta imunológica.

A fase 1 é a inicial, quando os laboratórios tentam comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos; a fase 3 tenta estabelecer de a vacina ou o remédio produz imunidade contra um vírus. Já a fase 3 é a última do estudo e procura demonstrar a eficácia da imunização.

Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando a fase 3 é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário.

 

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