Cientistas encontram cemitério de cometas

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista da Sociedade Real de Astronomia britânica
 (EXAME.com)
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Vanessa DarayaPublicado em 14/08/2013 às 15:47.

São Paulo – Existe uma região do Sistema Solar onde há mais de um milhão de cometas que se tornaram inativos há milhões de anos. Mas, surpreendentemente, voltaram à vida após um longo período.

Sabendo disso, uma equipe de cientistas da Universidade de Antioquia, na Colômbia, resolveu investigar a região. Após as pesquisas, os cientistas concluíram que encontraram um cemitério de cometas entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Compostos por uma mistura de gelo e poeira, os cometas estão entre os menores objetos do Sistema Solar. Quando se aproximam da nossa estrela, o calor é tanto que emitem gás e um rastro de poeira que refletem a luz do Sol. Este fenômeno é conhecido como a "cauda" do cometa.

A maior parte dos cometas observados tem órbitas elípticas. Isso faz com que raramente se aproximem do Sol. Mas alguns fazem aparições mais frequentes. O mais conhecido é o cometa Halley, que ressurge a cada 76 anos.

Normalmente, os astrônomos consideram que os cometas têm duas origens possíveis: o Cinturão de Kuiper, situado além de Netuno, e a Nuvem de Oort, que fica além de Plutão, em uma região muito distante do Sol. Mas os astrônomos descobriram pelo menos 12 cometas ativos em uma terceira região do Sistema Solar, o Cinturão de Asteroides, situado entre Marte e Júpiter.

Esses 12 objetos são os "cometas Lázaros", segundo Ignacio Ferrin, líder da pesquisa. Essa foi uma alusão ao personagem bíblico que Jesus fez reviver dos mortos.

Os cometas retornam à vida após um longo sono que durou milhares de anos. Potencialmente, qualquer um dos milhares de vizinhos silenciosos pode fazer a mesma coisa.

Se isso acontecer, será a repetição do “passado glorioso” da região, que, de acordo com as hipóteses levantadas pelos cientistas, era habitada por incontáveis cometas ativos.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista da Sociedade Real de Astronomia britânica.