Cientistas descobrem novas espécies de dinossauros

As duas novas espécies foram nomeadas de Unescopceratops koppelhusae e Gryphoceratops morrisoni
Descoberta é importante para que seja possível entender a história evolutiva dos dinossauros com chifres e de pequeno porte (Divulgação/Julius T. Csotonyi)
Descoberta é importante para que seja possível entender a história evolutiva dos dinossauros com chifres e de pequeno porte (Divulgação/Julius T. Csotonyi)
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Vanessa DarayaPublicado em 15/03/2012 às 15:46.

São Paulo - Dois parentes do dinossauro da espécie Triceratops foram descobertos em Alberta, no Canadá. Os cientistas acreditam que com isso, será possível entender melhor como os dinossauros se expandiram pela América do Norte.

As duas novas espécies foram nomeadas de Unescopceratops koppelhusae e Gryphoceratops morrisoni. Os cientistas sugerem que as duas espécies foram contemporâneas durante o Cretáceo, entre 75 a 83 milhões anos atrás. O Unescopceratops viveu a cerca de 75 milhões de anos atrás, enquanto Gryphoceratops é de 83 milhões de anos.

Fragmentos do maxilar inferior esquerdo do Unescoceratops foram descobertos em 1995, na Dinosaur Provincial Park, da UNESCO, considerada como Património Mundial da Universidade de Alberta. Já os fósseis da mandíbula inferior direita da Gryphoceratops foram encontrados no sul de Alberta em 1950, por Levi Sternberg enquanto ele trabalhava para o Royal Ontario Museum.

O Unescopceratops tinha cerca de dois metros e pesava menos de 91 kg. Já o Gryphoceratops não passava de meio metro de comprimento, mesmo quando adulto. Isso significa que ele é o menor dinossauro de tamanho adulto com chifres na América do Norte e um dos menores dinossauros herbívoros conhecidos.

Segundo a pesquisa, essa descoberta é extremamente importante para que seja possível entender a história evolutiva dos dinossauros com chifres e de pequeno porte. Isso porque, embora os dinossauros com chifres sejam originadas da Ásia, a análise sugere que eles também viveram na América do Norte, já que as novas espécies, como Gryphoceratops, fazem parte do registro mais antigo do grupo neste continente.