Cientistas monitoram de perto tambores enferrujados que ameaçam espécies marinhas nas profundezas do oceano. (CNRS/Divulgação)
Repórter
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 16h33.
No fundo do Oceano Atlântico, a mais de 4.700 metros de profundidade, encontram-se mais de 200 mil tambores radioativos despejados entre 1950 e 1990, hoje em avançado estado de corrosão.
Um grupo de cientistas conseguiu mapear a localização exata desses recipientes e descobriu que parte do conteúdo radioativo já vazou diretamente para as águas oceânicas.
Desde junho de 2025, expedições de mergulho vêm sendo conduzidas para investigar a área, e os resultados já apontam a presença de radionuclídeos — átomos com núcleos instáveis que liberam radiação na tentativa de alcançar estabilidade — em concentrações superiores às previstas inicialmente.
A equipe responsável pelo estudo, ligada ao CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica da França), coletou amostras de água, sedimentos e organismos marinhos para entender como a radioatividade se espalha e é absorvida pelo ecossistema local.
Embora os níveis de radiação liberados até agora sejam considerados baixos, os pesquisadores alertam que isso pode representar riscos às espécies mais frágeis que habitam as profundezas oceânicas.
Retirar esses barris corroídos do fundo do mar é uma tarefa muito mais cara e complicada do que se imaginava. Por isso, o trabalho atual se concentra em mapear a área e monitorar a situação continuamente.