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Buracos negros e galáxias podem ter o mesmo tamanho, sugere novo estudo

Chamados de "buracos negros estupendamente grandes"(SLABs, na sigla em inglês), eles podem estar por trás de boa parte matéria escura do mundo (se existirem, é claro)

O que as galáxias e os buracos negros têm em comum? O tamanho – pelo menos segundo um novo estudo feito por astrônomos da Queen Mary University of London.

Chamados de "buracos negros estupendamente grandes"(SLABs, na sigla em inglês), esse tipo de monstro cósmico pode passar o tamanho e massa dos supermassivos. Os SLABs, de acordo com a pesquisa, podem ser ainda maiores do que um sistema solar inteiro – e talvez seja do mesmo tamanho que a Via Láctea.

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Os cientistas acreditam que os SLABs se formaram no espaço intergaláctico durante os primórdios do universo, não tendo seu tamanho limitado como acontece com os buracos negros supermassivos, que possuem uma massa bilhões de vezes maior que o Sol.

A existência dos SLABs, no entanto, ainda não são uma certeza. Em entrevista ao site Futurism, Bernard Carr, astrônomo e coautor do estudo, pediu cuidado na hora de imaginar um buraco negro do tamanho da galáxia que abriga a Terra.

"Se definimos que os SLABs são maiores do que os buracos negros supermassivos, então seu raio deve ter ao menos o mesmo tamanho do sistema solar. Os argumentos dinâmicos sugerem que a massa máxia para um SLAB em nosso universo são 100 bilhões de bilhões de massas solares, um tamanho comparável à galáxia", disse ele. "Mas não sabemos se eles existem ao certo", afirmou.

Se forem reais, os buracos negros estupendamente grandes podem ajudar os cientistas a entender os mistérios da matéria escura, substância que pode formar a maioria dos objetos no universo, uma vez que eles podem ser a origem de boa parte do que é desconhecido.

O buraco negro pode "comer" a galáxia?

A teoria geral da relatividade de Albert Einstein já previa que, quando uma estrela massiva morre, ela deixa para trás um núcleo denso remanescente — se a massa dele for cerca de três vezes maior que a do Sol, a equação mostrava que a força da gravidade, mais forte do que qualquer outra, transformava a morte das estrelas em um fenômeno que hoje conhecemos como buraco negro.

O buraco, apesar do nome, não é vazio, mas sim a junção de matérias em uma única área. A Nasa explica que, para entender melhor como funciona um buraco negro, basta pensar em uma estrela dez vezes mais massiva que o Sol, colocada em uma esfera de diâmetro aproximado com a cidade de Nova York: o resultado, então, é um campo gravitacional tão forte que nada pode escapar dele. Na Via Láctea existem diversos buracos negros — e os cientistas ainda não encontraram todos, é claro.

Mas, calma. Segundo a Nasa, é impossível que um buraco negro (por maior que ele seja) consiga “comer” uma galáxia inteira. O sistema solar segue a salvo.

Como um buraco negro é formado e qual o seu tamanho?

A maioria dos buracos negros é formado com base nos resquícios de uma estrela grande que morreu durante uma explosão de supernova. Para que isso aconteça, no entanto, é preciso que a estrela em questão seja três vezes maior do que o Sol.

Apenas para nível de comparação, a massa do Sol é de 1.988.500. Multiplique isso por três. É por isso que um buraco negro é tão potente a ponto de engolir tudo que está próximo a ele.

Um buraco negro estelar pode se formar em segundos após uma estrela grande se colapsar. Já os buracos negros supermassivos podem demorar um pouco menos de bilhões de anos para alcançar seu maior tamanho.

Recentemente um buraco negro "que nem deveria existir" foi encontrado por cientistas. A equipe de pesquisadores identificou o IMBH, que possui massa 142 vezes maior do que a do Sol e, por isso, não se encaixa na descrição de nenhum tipo de buraco negro conhecido atualmente.

Como eles são encontrados?

Encontrar um buraco negro é uma tarefa difícil para os astronômos. Isso porque ele engole qualquer tipo de luz que seja colocada próximo a ele. Mas a forma mais comum de achar um é ficar de olho nos arredores quais há desconfiança, uma vez que os buracos negros engolem todas as coisas, mas deixam vestígios de sua "alimentação".

Conforme eles adquirem novas estrelas, a massa gravitacional e as forças magnéticas deles aumentam, superaquecendo, e emitem radiação. Eles não querem passar despercebidos --- e, se querem, são muito bagunceiros para isso.

 

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