As 8 maiores descobertas da ciência em 2020

Indo além das vacinas, relembre as descobertas mais significativas da ciência no último ano

Indo além do desenvolvimento extremamente rápido de mais de 50 vacinas contra o coronavírus, o ano de 2020 reservou diversas descobertas e avanços surpreendentes para a Ciência.

Durante o ano, chegamos um passo mais perto de solucionar grandes mistérios da humanidade, desde dinossauros até substâncias encontradas fora do planeta Terra.

Por isso, a EXAME separou 8 descobertas significativas que tivemos no mundo científico em 2020. Veja elas:

Vida em Vênus

Pesquisadores encontraram sinal de vida na vizinha da Terra, o planeta Vênus, que fica a cerca de 41 milhões de quilômetros daqui. Eles encontraram a fosfina, um gás altamente tóxico e composto de hidreto de fósforo.

Comumente usado em inseticidas, não havia registro do composto sem ser o que é fabricado por seres vivos na Terra. Cientistas acreditam que isso significa a existência de micróbios no planeta, indício mais forte encontrado sobre vida em Vênus até o momento.

Mistério dos pteurossauros resolvido

Os pteurossauros, primeiros vertebrados a voarem, sempre foram um enigma para os pesquisadores — nunca foram encontrados provas de quem seriam seus ancestrais. Porém, uma equipe internacional de paleontólogos examinaram fósseis encontrados pelo mundo todo e concluíram que os largeptídeos, como já era suspeitado, são seus parentes conhecidos mais próximos.

Embora não voem, a espécie tem semelhanças com os pteurossauros, como a mandíbula, no cérebro, no ouvido interno e nos dentes.

Poeira mais antiga que o sistema solar

Em janeiro, cientistas reanalisaram grãos presolares do meteorito Murchison, que caiu na Austrália em 1969, e descobriram que 60% dos grãos eram de 4,6 a 4,9 bilhões de anos atrás. Eles acreditam que essa poeira estelar foi fruto de um nascimento de estrelas da nossa galáxia há cerca de 7 bilhões de anos atrás, o que as torna o material mais antigo já encontrado no nosso Universo.

Sonda da NASA tocou em um asteróide

Após dois anos orbitando o asteróide Bennu, a espaçonave da missão Osiris-Rex coletou o equivalente a quase 1 quilograma de amostra do asteróide. A espaçonave deve trazer o material de volta apenas em 2023, e ele pode ajudar cientistas a descobrirem mais coisas sobre a origem do nosso sistema solar.

Veja o vídeo:

Recife de coral maior que o Empire State Building

Em outubro, cientistas australianos encontraram o primeiro recife de coral em 120 anos. Com 1,5 quilômetro de largura e 500 metros de altura, a descoberta é maior que o Empire State Building, arranha-céu de 102 andares em Nova Iorque. Ele se junta a outros sete recifes altos descobertos na área, mapeados desde o final de 1800.

Terremotos em Marte

A sonda InSight da NASA registrou 450 terremotos em Marte, desde abril de 2018 até fevereiro de 2020. Os pesquisadores perceberam, então, que o planeta é sismicamente ativo, o que sugere que a crosta dela é mais seca e fragmentada do que imaginada e muito semelhante à crosta da Lua, onde também já foram registrados terremotos.

30.000 anos na América do Norte

Pesquisadores visitaram a Caverna de Chiquihuite, no centro-norte do México, e encontraram evidências de ocupação humana na América do Norte cerca de 30 mil anos atrás. Antes, a estimativa de quando haviam chegado humanos no continente era de 13.500 anos atrás.

Apesar de não terem encontrado restos humanos ou de animais, o grupo de escavação achou pedras que foram identificadas como ferramentas fabricadas por humanos. Também foram encontrados pedaços de carvão, cuja datação do carbono tinha idade entre 12.000 e 32.000 anos.

DNA de dinossauro?

Dois ossos cranianos juvenis do hadrossauro Hypacrosaurus stebingeri, dinossauro que viveu cerca de 75 milhões de anos atrás, foram examinados por uma equipe de pesquisadores no início deste ano. Eles encontraram contornos de células nos ossos, que podem ser parte das estruturas que abrigam o DNA.

Ainda não há confirmação se o que foi encontrado é realmente um material genético, mas a descoberta é um nível subcelular de preservação nunca antes encontrada em um vertebrado, de acordo com Alida Bailleul, principal autora do estudo divulgado. Vamos ficar na expectativa que a resposta seja revelada em 2021.

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