Armazenar dados médicos reduz custos e melhora tratamentos

O surgimento de formas baratas de armazenar grande volume de dados abriu novíssimas possibilidades para as indústrias de varejo, educação e publicidade. Com mais...

O surgimento de formas baratas de armazenar grande volume de dados abriu novíssimas possibilidades para as indústrias de varejo, educação e publicidade. Com mais dados, é possível fazer ofertas mais personalizadas, indicar reforço escolar para quem mais precisa e tomar decisões de negócio em tempo real amparadas em informações seguras.

Uma das áreas que mais estão se beneficiando dessas novas tecnologias é justamente um mercado que não amplia seu consumo graças à nuvem, mas, sim, reduz seus custos: o setor médico. De acordo com análise da consultoria IDC, nos Estados Unidos, por exemplo, 90% dos hospitais e clínicas fazem uso intensivo de serviços de Eletronic Medical Register (EMR) ou, em bom português, registro de informações médicas.

Ao contrário de uma loja de sapatos, que pode vender mais sandálias e botas ao analisar o perfil de seus consumidores, no caso do setor de saúde, o EMR permite que médicos acertem mais diagnósticos e tomem decisões mais corretas sem a necessidade de exames em excesso, o que, certamente, é um alívio para planos de saúde e pacientes.

Tecnologias de armazenamento em nuvem e servidores híbridos e virtualizados permitem que dados muito acessados e menos acessados sejam organizados de forma inteligente, fazendo com que médicos em pontos diferentes do país (e do mundo) consultem o histórico médico de seus pacientes e descubram, com maior grau de acerto, quem está sob maior risco de sofrer um ataque cardíaco ou precisa realizar um check-up completo urgentemente.

“Recorrer ao ERM é muito mais seguro e eficaz que apelar para a memória do paciente, perguntando como estavam seus últimos exames. A análise dos dados clínicos ao longo do tempo permite descartar alguns diagnósticos e se concentrar no que é mais efetivo para a saúde das pessoas”, afirma Ron Gabey, especialista em administração de benefícios médicos. De acordo com Gabey, o recurso EMR reduz custos dos planos e melhora o atendimento aos pacientes, que obtêm diagnósticos e tratamentos mais eficazes.

O avanço do EMR em hospitais e clínicas do Brasil e do exterior, como nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa, também está permitindo a criação de repositórios móveis de informações. Como todos os dados coletados ficam armazenados em nuvem, podem ser acessados a partir de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. A principal vantagem é que um paciente poderá trocar de médico e clínica sempre que quiser, sem perder seu histórico de saúde. Mesmo que disponha apenas de um celular, o profissional de saúde poderá checar dados de seu paciente antes de recomendar um exame ou receitar um remédio.

Mais uma vez, o principal desafio no avanço dessa tecnologia está em assegurar a privacidade e a segurança dos pacientes, protegendo as plataformas de invasões de crackers e acessos indevidos. Dados armazenados em rede, no entanto, têm se mostrado um avanço irreversível na área médica. Nos consultórios, mais informação também significam mais saúde.

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