África do Sul se prepara para enviar primeiro 'afronauta' ao espaço

Originário do distrito de Mabopane, Mandla Maseko conquistou um lugar disputado para fazer uma jornada de 103 quilômetros rumo ao espaço em 2015

Ninguém da família de Mandla Maseko pôs os pés fora da África do Sul, mas o jovem DJ se prepara para viajar ao espaço no ano que vem.

Originário do distrito de Mabopane, perto de Pretória, Maseko, de 25 anos, conquistou um lugar disputado para fazer uma jornada de 103 quilômetros rumo ao espaço em 2015, após vencer uma competição organizada por uma academia espacial sediada nos Estados Unidos.

Ele derrotou um milhão de outros concorrentes de 75 países e foi selecionado entre as 23 pessoas que farão uma viagem suborbital de uma hora a bordo da nave Lynx Mark II.

O ex-estudante de engenharia civil, obrigado a suspender seus estudos por não conseguir financiá-los, vivenciará a gravidade zero e uma viagem que normalmente custa uns US$ 100 mil.

A menos que um abonado turista espacial negro africano compre uma passagem antes do ano que vem, Maseko se tornará o primeiro africano negro a viajar ao espaço.

O jovem, que ainda vive na casa dos pais com quatro irmãos, recebeu a notícia de que estava entre os vencedores em 5 de dezembro do ano passado, algumas horas apenas depois da morte do primeiro presidente negro do país, Nelson Mandela.

Exultante, ele imaginou uma conversa com Mandela. "Eu disputei a corrida e concluí a prova, aqui está a tocha", teria lhe dito Madiba. "Continue a corrida e aqui está o título que a acompanha, ser o primeiro sul-africano negro a viajar ao espaço", contou.

Filho de uma faxineira de uma escola e de um fabricante de ferramentas automotivas em Soshanguve, perto de Pretória, Maseko fez a alegria dos vizinhos ao colocar um distrito sul-africano no "mapa da galáxia".

Seus planos de longo prazo são estudar engenharia aeronáutica e qualificar-se como um especialista de missão. Seu sonho é colocar a bandeira sul-africana na Lua.

O ministro sul-africano de Ciência e Tecnologia, Derek Hanekom, vê Maseko "como um modelo para a futura geração de profissionais e entusiastas do espaço".

O diretor do projeto, Bernie Fanaroff, também enalteceu o jovem Maseko como um embaixador da Ciência.

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