7 coisas para saber sobre a Missão Rosetta e o cometa 67P

Ontem, em um momento histórico, a sonda Philae aterrissou sobre o cometa 67P. A descida da sonda até ele foi o ponto alto da Missão Rosetta, entenda o que ela é

São Paulo – Ontem, em um momento histórico, a sonda Philae aterrissou sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Foi a primeira vez que uma sonda foi colocada sobre a superfície de um cometa na história da humanidade.

A ação foi realizada graças a décadas de pesquisa e planejamento da Agência Espacial Europeia. Veja sete perguntas e respostas sobre o assunto para que você saiba mais.

1. O que é o 67P/Churyumov-Gerasimenko?

Ele é um cometa. Foi descoberto em 1969 por astrônomos soviéticos – Klim Churyumov e Svetlana Gerasimenko. O 67P foi batizado em homenagem a eles.

Ele tem uma órbita ao redor do Sol (assim como todos os planetas do Sistema Solar). Sua trajetória fica entre as órbitas da Terra e de Júpiter. O período orbital do 67P (ou seja, o tempo que demora para dar uma volta ao redor do Sol) é de 6,45 anos – a Terra, é claro, demora apenas um ano para isso. A velocidade em que o cometa viaja é de 135 mil km/h. Ele tem 4 km de diâmetro e a temperatura da sua superfície oscila entre -68º C e -34º C.

2. O que é a Missão Rosetta?

Missão Rosetta é um programa de pesquisa da Agência Espacial Europeia. Ela foi iniciada em novembro de 1993. O envio da sonda Philae até o cometa 67P é parte da Missão Rosetta.

A missão tem como objetivo entender as origens e a evolução do Sistema Solar. Os cometas são os corpos mais antigos do nosso sistema. Eles preservam materiais do início do Sistema Solar, que datam de 4,6 bilhões de anos atrás. 

Além disso, teorias apontam para um papel importante dos cometas na formação do nosso planeta. Cientistas acreditam que a água presente na Terra possa ter vindo de cometas – que carregam grandes quantidades de gelo. 

Poder observar um cometa tão de perto e coletar dados sobre ele poderá ajudar cientistas a entender melhor como nosso sistema começou. A Missão Rosetta irá até dezembro de 2015.

3. Se o pouso no cometa foi ontem, por que a sonda foi enviada ao espaço há dez anos?

O lançamento da Rosetta (a aeronave que levou a sonda) foi no dia 2 de março de 2004. Um lançamento direto da Terra até a órbita do cometa seria difícil. A escolha da Agência Espacial Europeia foi de usar a gravidade dos planetas para acelerar a aeronave e permitir que ela chegasse até a órbita do cometa.

Para isso, a espaçonave Rosetta viajou 6,4 bilhões de quilômetros. Ela usou a gravidade da Terra (em 2005, 2007 e 2009) e a gravidade de Marte (em 2007) para ganhar velocidade e chegar até o cometa.

4. O que é a sonda Philae?

A Philae é a parte da Rosetta que desacoplou e desceu até o 67P. Esse foi o ponto alto da missão até agora. A sonda tem o tamanho de uma máquina de lavar roupas e pesa 100 quilos (esse peso não é o suficiente para desestabilizar o cometa).

Ela carrega dez instrumentos diferentes para fazer as análises do cometa no local. Entre os instrumentos está uma broca para perfurar a superfície do 67P. Além dela, estão medidores para aferir a densidade, textura, porosidade e temperatura do cometa.

5. O cometa será destruído, como no filme Armageddon?

Não. O 67P não é uma ameaça. A sonda está lá somente para coletar dados, fotografar sua superfície e analisar o comportamento do cometa quando ele passar perto do Sol.

6. Os cientistas trarão pedaços dele para a Terra?

Não. A ideia inicial era que a missão pudesse trazer amostras do 67P para a Terra. Os custos, no entanto, seriam muito elevados e não poderiam ser pagos pela Agência Espacial Europeia. Todas as medições, portanto, serão feitas no local. Apenas dados e imagens serão enviadas para a Terra.

7. E quanto tudo isso custou?

O custo da Missão Rosetta é de 1,4 bilhão de euros. Apenas a sonda Philae, que está no cometa, custou 220 milhões de euros. Esse valor será o gasto total da missão nos quase 20 anos em que ela funcionará.

A Agência Espacial Europeia defende os custos. De acordo com eles, esse valor seria metade do custo de um submarino moderno.

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