WeCrashed: Série da Apple TV+ narra a ascensão e queda da WeWork

Anne Hathaway e Jared Leto protagonizam a história da incensada empresa de coworking que chegou a valer US$ 47 bilhões; novo episódio sai nesta sexta-feira
Jared Leto e Anne Hathaway: no papel dos 'esquisitões' por trás da WeWork em 'WeCrashed' (Apple+/Reprodução)
Jared Leto e Anne Hathaway: no papel dos 'esquisitões' por trás da WeWork em 'WeCrashed' (Apple+/Reprodução)
Por André LopesPublicado em 07/04/2022 12:19 | Última atualização em 08/04/2022 19:30Tempo de Leitura: 3 min de leitura

O início da década passada foi marcada pelo nascimento de startups de tecnologia revolucionárias, muitas das vezes, gestadas por jovens inovadores de comportamento excêntrico e que reformularam os manuais do empreendedorismo de sucesso.

O israelense Adam Neumann é um desses tipos e que, apesar do nome não soar tão familiar quanto de Mark Zuckerberg, da Meta, ou de Jack Dorsey, do Twitter, foi o idealizador e CEO da WeWork, uma empresa de relevância proporcional ao das irmãs temporais e que chegou a valer 47 bilhões de dólares pouco antes de quase ir à falência.

Uma história de altos e baixos, recheada de plot twists e que captou a atenção do Apple TV+, que encomendou recentemente a série "WeCrashed" que lança seu novo episódio nesta sexta-feira, 7.

Protagonizada por Jared Leto e Anne Hathaway, ambos vencedores do Oscar, a produção foca no relacionamento de Neumann com sua esposa Rebekah Neumann, enquanto chefiavam a empresa de pretensões megalomaníacas.

As esquisitices da dupla junto da forma como gestavam os trabalhadores que levaram a WeWork ao topo é o tempero que saborisa a trama do início ao fim.

Há cenas constrangedoras de assédio moral no trabalho, de gastos pessoais exagerados, e das finanças má gestadas da companhia.

A série mostra a valorização exacerbada dos planos pouco claros da empresa que, em três anos, recebeu 17 bilhões de dólares em investimentos — juntando os compromissos futuros, apenas o fundo de investimentos japonês Softbank teve 10,6 bilhões comprometidos com a companhia.

Um negócio promissor até hoje, no entanto, contaminado por estranhezas dos Neunmann's, que chegaram, por exemplo, a demitir um funcionário por não curtir a "vibe" dele.

Também é destacado na história o faro para negócios de Adam, junto de algumas de suas artimanhas controversas.

Uma delas é como construía e alugava edifícios para o WeWork, criando uma fonte de renda pessoal a partir da própria empresa. Só por meio dessa estratégia escusa lucrou 12 milhões de dólares, entre 2016 e 2017.

Ele também esquematizou garantias de crédito por meio de suas ações, em empréstimos que lhe renderam mais de 700 milhões de dólares.

Contudo, não tardou para que o castelo ruísse. Em 2019, quando a companhia estava prestes a entrar na Bolsa de Valores, avaliada em 47 bilhões de dólares, as contas apresentadas mostraram que a WeWork era um péssimo negócio.

A situação só veio a se estabilizar depois que Nuemann foi retirado da função de CEO, e a companhia passou por uma grande reestruturação, que diminuiu seu valor em quase 50 vezes.

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