Veja quais são os melhores restaurantes de comida boa e barata

Com base na lista de 100 Melhores Restaurantes do Brasil, da Casual EXAME, indicamos opções com qualidade e preços acessíveis
 (Banzeiro/Divulgação)
(Banzeiro/Divulgação)
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Gabriel AguiarPublicado em 12/06/2022 às 09:00.

Quem disse que comida boa é sempre cara? E que alta gastronomia é complicada? O que não faltam são opções com porções generosas – que podem servir até mais de uma pessoa – sem perder o foco em qualidade e bons ingredientes. Pensando nisso, Casual EXAME listou alguns dos restaurantes que oferecem comida boa e barata entre os 100 Melhores Restaurantes do Brasil. Confira!

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Mocotó

Mocotó

Mocotó (Mocotó/Divulgação)

O tradicional Mocotó dispensa apresentações e, há mais de 22 anos, atrai a clientela até o bairro da Vila Medeiros, na zona norte paulistana – quase na vizinha Guarulhos (SP). Nem mesmo a pandemia abalou o restaurante. “Tivemos que adaptar a operação, porque o delivery correspondiam a 20% do faturamento. Mas, graças a isso, não dispensamos ninguém”, diz o chef Rodrigo Oliveira.

Para o filho de pernambucanos (que se divide entre o trabalho na cozinha, as peças publicitárias e o sítio no qual produz alguns dos produtos utilizados nas receitas), a menção entre os dez melhores se deve à “experiência feita para todos”. Do baião-de-dois às especialidades, como carne-seca desfiada com cebola roxa e finalizada com manteiga de garrafa, todos custam, em média, 75 reais.

Para a jornalista Patricia Ferraz, especializada em gastronomia, a melhor definição dessa experiência é “muito bom, muito simples e muito saboroso”. Nas palavras do próprio chef, todo reconhecimento também se deve à boa relação com os parceiros – como se refere os fornecedores –, que já formam uma cadeia bem-definida e consolidada pelas mais de duas décadas de trabalho conjunto.

Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1100, Vila Medeiros, São Paulo
https://mocoto.com.br/


Banzeiro

BanzeiroBanzeiro (Banzeiro/Divulgação)

Consolidado como verdadeiro patrimônio manauara – onde existe desde 2009 –, o Banzeiro chegou a São Paulo há apenas dois anos. E, de lá para cá, apresentou aos paulistanos as receitar autorais de influência amazônica criadas pelo catarinense Felipe Schaedler (que passou a viver com a família no norte do país quando ainda era adolescente), como o bolinho de pirarucu de casaca, que leva peixe curado e banana. Com porções generosas para até três pessoas e itens muitas vezes desconhecidos aqui, uma boa pedida é provar o menu Rio Negro (299 reais), com tambaqui, tacacá e até formiga.

Rua Tabapuã, 830, Itaim Bibi, São Paulo
Rua Libertador, 102, Nossa Senhora das Graças, Manaus

https://www.facebook.com/Banzeiro/


Jiquitaia

JiquitaiaJiquitaia (Jiquitaia/Divulgação)

Quem já frequentava o “antigo Jiquitaia” talvez nem reconheça o novo endereço do restaurante: em vez do casarão antigo, de cores vibrantes, próximo ao centro paulistano, o empreendimento mudou para um imóvel discreto – que manteve a fachada quase intocada. Só que a essência acolhedora (até no cardápio) segue igual. Totalmente à gastronomia brasileira, o chef Marcelo Corrêa Bastos investiu em técnica e ingredientes elevar o nível das receitas tradicionais, como moqueca (85 reais); feijoada (68 reais); ou leitoa à pururuca, que serve até três pessoas (190 reais). E não há menu degustação.

Rua Coronel Oscar Porto, 808, Paraíso, São Paulo
https://jiquitaia.com.br/


Taberna Japonesa Quina do Futuro

É verdade que a história da Taberna Japonesa Quina do Futuro vem de longa data: essa é a segunda geração no comando do tradicional restaurante recifense. Só que a reinvenção veio em 1997, com a gestão de André Saburo Matsumoto – que assumiu o negócio de onze anos em plena crise. E, desde então, o chef já se tornou verdadeira referência gastronômica, ainda que não esteja tão presente no dia a dia por (um doloroso reflexo do reconhecimento). Do balcão saem desde o combinado de doze peças variadas para degustação (139 reais) até combos executivos acessíveis no almoço (69 reais).

Rua Xavier Marques, 134, Aflitos, Recife
http://www.quinadofuturo.com.br/


Dona Mariquita

Mais que preparar comidas saborosas, o Dona Mariquita presta um serviço ao resgatar receitas que eram servidas em feiras livres e barracas de rua pela Bahia. E, não à toa, o cardápio é dividido pelas influências gastronômicas – como “comida de baiano” ou de origens africanas. Toda a experiência é fiel à proposta de Leila Carreiro, que fundou o restaurante em 2016 e, até hoje, comanda a cozinha no boêmio bairro do Rio Vermelho. Há desde clássicos, como mini acarajés com vatapá e camarões secos (por 55 reais), até arroz de coco com molho de camarão e carne seca para dois (130 reais).

Rua do Meio, 178, Rio Vermelho, Salvador
https://donamariquita.com.br/


Xapuri

XapuriXapuri (Xapuri/Divulgação)

É do fogão à lenha que saem as receitas suficientemente generosas para (pelo menos) duas pessoas, como carne de panela; “Costelinha de Sinhá”; ou lombo assado – que vêm acompanhados de arroz e acompanhamentos dignos das fazendas mineiras. E dificilmente essa conta passará dos 120 reais. Só que a proposta de retirar os clientes da rotina vai além dos pratos recheados de memórias afetivas e também se reflete na decoração rústica do restaurante. Na verdade, o Xapuri nem parece localizado em Belo Horizonte (MG) e essa viagem é mais um dos segredos do sucesso dos últimos 34 anos.

Rua Mandacarú, 260, Trevo, Belo Horizonte
https://restaurantexapuri.negocio.site/


Shihoma Pasta Fresca

ShihomaShihoma (Shihoma/Divulgação)

Tudo começou com o delivery. E deu tão certo que Marcio Shihomatsu decidiu abrir um restaurante há menos de um ano, quando o setor ainda sofria com efeitos da pandemia. Não é surpresa que, por lá, tudo gire em torno das massas artesanais – até porque, pela origem, esse ainda é um pastifício –, mas existe espaço para experimentações no cardápio. É o caso dos tortelli recheados com bochecha de boi com redução do próprio cozimento (75 reais) ou então o spaghetti com manteiga, anchovas e pistache (55 reais), que recebe a técnica japonesa tamomi para ganhar aspecto parecido ao lámen.

Rua Medeiros de Albuquerque, 431, Vila Madalena, São Paulo
https://shihoma.com/


Barú Marisquería

Barú MarisqueriaBarú Marisqueria (Barú Marisqueria/Divulgação)

Não existe menu degustação no cardápio assinado pelo colombiano Dagoberto Torres. Mas isso não quer dizer que os clientes deverão escolher um único prato: de preços acessíveis e porções menores, o Barú Marisqueria praticamente propõe opções compartilhadas para toda a mesa. E tudo combina com o clima descontraído do restaurante, que fica em uma vilinha gastronômica na rua Augusta, em São Paulo (SP). Entre as pedidas, há o camarón que se duerme, receita acompanhada pela maionese de chipotle e nirá (44 reais); vôngoles (47 reais); e mexilhões com leite de coco e pisco (51 reais).

Rua Augusta, 2542, Cerqueira César, São Paulo
http://www.barumarisqueria.com/


Cá-Já

Cá-JáCá-Já (Cá-Já/Divulgação)

É no colorido imóvel da década de 1950 que Yuri Machado recebe os clientes como se estivessem na própria casa. Por isso, não espere formalidades: há meses internas ou no quintal interno, às sombras de árvores; além de entradas, lanches, pratos individuais ou para compartilhar. É verdade que parte das mudanças vieram na pandemia – quando o cardápio ganhou opções para quem só quer beliscar. Nada que destoe da proposta descontraída, que se destaca tanto pelo nhoque de inhame com ragu de chambaril (55 reais) como pelos guiozas de camarão com caruru e caldo de tucupi (37 reais).

Rua Carneiro Viléla, 648, Aflitos, Recife
https://www.facebook.com/vempracaja/


Ponte Nova

Ponte NovaPonte Nova (Ponte Nova/Divulgação)

Parte da filosofia do Ponto Nova já se reflete na própria arquitetura: a casa com estilo tradicional dos anos 1960 no Recife (PE) teve pontuais intervenções contemporâneas para se destacar dos vizinhos. E o cardápio segue pela mesma linha, com receitas que soam familiares, ainda que reinventadas por Joca Pontes. É assim com o Ovo Molê – chamado “ovo imperfeito” pelo chef – sobre pirão de queijo, açafrão da terra, bacon e farofa de ervas (27 reais); do pescado marinado em limão com aioli, manga e castanhas (35 reais); ou da alcatra com mousseline, macaxeira e vegetais salteados (56 reais).

Rua do Cupim, 172, Graças, Recife
https://restaurantepontenova.com.br/


Remanso do Peixe

Remanso do PeixeRemanso do Peixe (Remanso do Peixe/Divulgação)

É curioso imaginar que um verdadeiro patrimônio gastronômico de Belém (PA) começou quase por acaso: quando o depósito de bebidas da família passou a perder clientes por conta de violência que assustava a região, o pai de Thiago Castanho – atual responsável pela cozinha – decidiu montar uma pizzaria improvisada e, depois, começou a servir moqueca. Foi assim que, há mais de duas décadas, o Remanso do Peixe se transformou no ícone da “comida raiz”, com caldinho de tucupi com jambu (18 reais), tucunaré recheado com camarões e caranguejo (420 reais) e pratos típicos do Pará.

Conjunto Célso Malcher, 64, Marco, Belém
https://www.facebook.com/RemansoDoPeixe/


A Baianeira

Não existem grandes novidades no cardápio d’A Baianeira. E isso é ótimo – principalmente porque a proposta de Manuelle Ferraz é representar a “cozinha popular brasileira”. É verdade também que as duas unidades do restaurante têm personalidades praticamente opostas: na Barra Funda, o sobrado tem estilo descontraído, com mesas na rua e uma vendinha, enquanto o MASP recebe a versão mais moderninha. Mas não há dúvida em relação às maravilhas da cozinha, que incluem desde petisco de pão de queijo com carne de panela e ovo caipira (22 reais) até prato feito de feijoada (69 reais).

Rua Dona Elisa, 117, Barra Funda, São Paulo
Avenida Paulista, 1578, Bela Vista, São Paulo
https://www.instagram.com/abaianeira/


Carvão

Como o próprio nome indica, o ponto-forte do restaurante comandado por Ricardo Silva é a carne, ainda que a relação com o carvão seja mais próxima que o comum: o cozinheiro prepara os cortes diretamente sobre brasa – que garante mais crosta e sabor defumado. Na lista de inovações, o chef também já maturou peças de bife ancho na cera de abelha por 90 dias. Por outro lado, há preparos cotidianos, como fraldinha (300g por 137 reais), chorizo (300g por 109 reais), e prime ribs (500g por 208 reais), todos com acompanhamentos. E, na semana, existe até menu executivo (64 reais).

Rua Professor Sabino Silva, 5, Chame-Chame, Salvador
https://www.instagram.com/restaurantecarvao/


Seu Luna

Não é exagero dizer que o restaurante criado por Seu Luna – assim como ele próprio – já se tornou uma figura folclórica no Recife (PE). E, depois de 34 anos, o cardápio se mantém fiel às receitas que remetem à culinária nordestina, como chambaril, a versão brasileira do italiano ossobuco (46 reais); dobradinha (30 reais); cabrito guisado (42 reais); e até sarapatel (28 reais). Mas existem novidades: desde o fim do ano passado, a tradicional cozinha também passou a atender outra unidade, aberta na zona norte da capital recifense, com projeto renomado e cheio de referências ao original.

Rua Saldanha Marinho, 645, Ipsep, Recife
Rua da Hora, 348, Espinheiro, Recife
https://www.instagram.com/seulunarestaurante/


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