Tailândia quer abrir fronteiras para turistas em jatos privados

Em 1º de julho, o país do Sudeste Asiático suspendeu a proibição quase total para a entrada de estrangeiros

O plano da Tailândia de atrair estrangeiros abastados para reaquecer o turismo recebeu sinal verde com a aprovação do gabinete do governo e apoio do regulador do setor de aviação do país.

Em 1º de julho, o país do Sudeste Asiático suspendeu a proibição quase total para a entrada de estrangeiros. A maioria das chegadas na fase inicial será de estrangeiros com vínculos diretos com a Tailândia - como aqueles com negócios, grandes investimentos ou família no país. A Autoridade de Aviação Civil da Tailândia (CAAT, na sigla em inglês) adicionou uma cláusula para permitir também pessoas com “acordos especiais” com o governo.

“Muitos dos grupos de alta renda e gastos elevados evitaram o impacto direto da pandemia, mas não puderam vir por causa de restrições de viagens”, disse Chula Sukmanop, diretor-geral da CAAT, em entrevista na terça-feira. “Conversei com operadores de aeronaves particulares que disseram que têm muitos clientes em potencial que desejam alugar um avião para vir aqui.”

O grupo de “acordos especiais” amplia o mercado para pessoas com altos gastos, cujas solicitações podem ser tratadas “de maneira acelerada e requer aprovação caso a caso”, afirmou Chula. A maior proporção de visitantes na fase inicial será analisada segundo os acordos de viagens da Tailândia com outros países, disse.

“Haverá muita concorrência de outros países dependentes do turismo para o segmento de ultraluxo”, disse Somprawin Manprasert, economista-chefe do Bank of Ayudhya, em entrevista por telefone. “Isso não ajudará muito várias pequenas operadoras de hotéis do país”, disse, acrescentando que “não é suficiente para compensar a receita total perdida”.

Na reunião de terça-feira, o gabinete, como esperado, aprovou um plano para permitir portadores de passaporte de Hong Kong, Cingapura, Coreia do Sul e Japão a partir deste mês, desde que possam provar que proporcionarão benefícios ou investimentos econômicos. Pessoas de algumas províncias chinesas também terão permissão.

Mais países serão adicionados à lista de acordos já no próximo mês, dependendo da situação de risco em cada território, disse Chula.

Toque de recolher nacional, controles rigorosos nas fronteiras e adoção quase universal de máscaras permitiram à Tailândia limitar o número de casos de coronavírus a pouco mais de 3.100, com 58 mortes. Nenhuma transmissão local é registrada há mais de um mês, levando o gabinete a remover a maioria das restrições comerciais a partir de 1º de julho, além de relaxar o bloqueio das fronteiras.

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