Recorde de Nadal esquenta disputa com Djokovic e Federer; veja números

Próximo Grand Slam será em Roland Garros, em maio, onde o espanhol venceu 13 das últimas 17 edições
Tênis: Juntos, o ‘big 3’ do tênis venceu 61 dos 74 Slams disputados desde junho de 2003 (Loren Elliott/Reuters)
Tênis: Juntos, o ‘big 3’ do tênis venceu 61 dos 74 Slams disputados desde junho de 2003 (Loren Elliott/Reuters)
Por Agência O GloboPublicado em 31/01/2022 09:19 | Última atualização em 31/01/2022 09:19Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Dezesseis anos e sete meses depois de erguer seu primeiro de 13 troféus no saibro de Roland Garros, o espanhol Rafael Nadal se tornou neste domingo o maior vencedor de todos os tempos de Grand Slams — nome dado aos quatro principais torneios do circuito profissional de tênis.

Aos 35 anos, o Touro Miúra superou uma lesão no pé que o deixou de muletas até setembro, uma infecção por covid-19 na preparação para a temporada e uma batalha de 5h24 em cinco sets contra o russo Daniil Medvedev, na decisão do Australian Open, para chegar ao 21º título de majors da carreira.

O espanhol tem agora um Slam a mais que o suíço Roger Federer e o sérvio Novak Djokovic, que era o favorito em Melbourne, mas acabou deportado da Austrália por se negar a tomar a vacina contra a Covid-19. Bem abaixo deles na lista aparece Pete Sampras, com 14.

Os maiores campeões de Grand Slams da história

— Um mês atrás talvez eu dissesse que esse seria meu último Australian Open, mas seguirei tentando, dando o meu melhor para estar de volta aqui no ano que vem — disse Nadal.

Juntos, o ‘big 3’ do tênis venceu 61 dos 74 Slams disputados desde junho de 2003 — e o acirramento da disputa pelo topo nos últimos anos dá sinais que essa briga deve quebrar a barreira das duas décadas, apesar das peculiaridades do momento.

O futuro dos maiores

O próximo major é Roland Garros, em maio, onde Nadal venceu 13 das últimas 17 edições. Ainda não há definição quanto à presença de Djokovic, o atual vencedor, uma vez que a lei francesa exige um certificado de vacinação para frequentar lugares públicos. Um ano mais novo que Nadal e seis a menos que Federer (40), Djokovic nunca escondeu o desejo de se tornar o maior vencedor de Slams, mas sua posição quanto ao imunizante deve pautar sua presença ao longo da temporada.

Já Federer segue a recuperação de lesão no menisco e deve voltar às quadras em março ou abril, mas deixou em xeque sua presença até mesmo em Wimbledon.

Ontem, o suíço e o sérvio parabenizaram Nadal pela conquista do título:

“Meus sinceros parabéns por se tornar o primeiro homem a ganhar 21 títulos individuais de Grand Slam. Alguns meses atrás, estávamos brincando sobre ambos estarem de muletas. Surpreendente. Nunca subestime um grande campeão”, publicou Federer.

“Parabéns a Rafael Nadal pelo 21º Grand Slam. Conquista incrível. Sempre um espírito lutador que prevaleceu mais uma vez”, escreveu Djokovic, em espanhol.

O jogo

A final do Aberto da Australia, que parecia decidida em favor de Medvedev coroou o talento do espanhol. Em 5h24 de duração, ele virou para 3 a 2 — 2-6, 6-7 (5/7), 6-4, 6-4 e 7-5 —, num jogo que começou com o russo sobrando e terminou em cenário totalmente oposto.

Depois de sair atrás, o espanhol mostrou que sabe atuar sob pressão e como ler o adversário. Aumentou a agressividade de seu jogo e obrigou o russo a se desgastar. Venceu dois sets seguidos por 6/4, sendo que no quarto foi ele quem sobrou em quadra. No quinto, seguiu dominando e fechou.

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