Quem precisa de Tesla? Audi RS e-tron GT é o elétrico de 646 cv no Brasil

Modelo já está em pré-venda por R$ 949.990 e vem acompanhado do novo SUV e-tron S Sportback

Não temos os carros da Tesla (oficialmente) no Brasil. Mas, sinceramente, quem precisa disso? No que depender da Audi, ninguém, já que o fabricante alemão começou a pré-venda do todo-poderoso elétrico RS e-tron GT — e também anunciou o SUV elétrico e-tron S Sportback.

Para começar, vamos lembrar que o cupê de quatro portas é praticamente igual ao Porsche Taycan, elétrico mais vendido nos primeiros quatro meses deste ano no mercado brasileiro, com 170 unidades. Ou seja: receita para o sucesso nas lojas, o estreante tem.

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Para conhecer o modelo, Casual foi convidada a dirigir no Autódromo da Fazenda Capuava, em Indaiatuba, no interior paulista, onde também estava a versão e-tron GT de entrada, que, por enquanto, não chegará ao nosso mercado.

Autonomia: Audi garante que o modelo consegue andar mais de 472 quilômetros

Autonomia: Audi garante que o modelo consegue andar mais de 472 quilômetros (Audi/Divulgação)

Por 949.990 reais, há piloto automático adaptativo; faróis de LED e laser com luzes dinâmicas; bancos esportivos com aquecimento e ventilação para quem está na primeira fileira; teto de vidro panorâmico; rodas aro 21; chave presencial; assistente automático de estacionamento; painel digital; e ar-condicionado com três zonas.

Só que a grande aposta dos alemães aqui é a personalização. Não à toa, há mais de 1,4 milhão de possíveis combinações, que vão desde cores exclusivas (37.000 reais), até itens como visão noturna (21.000 reais).

Também dá para incluir o pacote completo de fibra, por 77.000 reais, ou escolher peças separadas, como teto (33.000 reais); pacote exterior (38.000 reais); capa de retrovisor (6.000 reais); e soleira para as portas (4.500 reais).

Inteligentes: faróis têm iluminação dinâmica com LED e laser

Inteligentes: faróis têm iluminação dinâmica com LED e laser (Audi/Divulgação)

Por enquanto, não está confirmada a quantidade de carros trazidos para a primeira fase de vendas. Mas fontes ligadas à marca dizem que podem vir até 35 unidades — e a expectativa de quem está dentro é esgotar o estoque em menos de uma semana, como aconteceu com o superesportivo R8.

E essa será a estreia do “Taycan da Audi” por aqui, justamente no topo de linha — equivalente à versão Turbo do primo. Também segue em estudo a possibilidade trazer uma opção mais em conta futuramente, só que isso não deverá acontecer antes de 2022.

Na configuração RS que teremos aqui (e que já dirigimos), o e-tron GT tem dois motores: dianteiro com 175 kW e traseiro com 335 kW, que atuam nas quatro rodas. Esse conjunto trabalha com o câmbio automático de duas marchas, que, na primeira, privilegia o torque (que é a força em retomadas), e, na segunda, tem foco em potência.

Jeito de conceito: modelo de produção repete visual antecipado por protótipo

Jeito de conceito: modelo de produção repete visual antecipado por protótipo (Audi/Divulgação)

São 598 cv em situações normais, que podem saltar a 646 cv durante 2,5 segundos por conta da função Overboost. Ou seja: números bons o suficiente para garantir o título de modelo mais potente já produzido em série pela Audi — e capaz de chegar aos 100 km/h em apenas 3,3 segundos.

Durante a apresentação do RS e-tron GT, a marca reforçou a importância de manter a usabilidade no dia a dia. Até por isso, há espaço para quatro adultos viajarem sem apertos, ainda que seja baixo (com 1,41 m) e tenha cinto para o quinto ocupante, além de dois porta-malas que, somados, têm capacidade para até 431 litros. É o mesmo que o SUV Hyundai Creta.

Do lado de dentro, há bancos com revestimento de camurça sintética e duas grandes telas, sendo uma para a central multimídia e outra para os instrumentos. E, com exceção do comando de câmbio futurista, não existe nenhum detalhe que destoe dos outros modelos vendidos pela marca, o que também significa acabamento acertado e peças bem-montadas.

Eficiência: rodas aro 21 têm calotas aerodinâmicas

Eficiência: rodas aro 21 têm calotas aerodinâmicas (Audi/Divulgação)

Como dá para optar entre diferentes modos de condução ao toque de um botão, o motorista poderá escolher desde a opção Efficiency, que ajusta todos os parâmetros para melhorar o rendimento da bateria, até a Dynamic, que tem foco no desempenho. Existe também um modo pensado para o conforto, que deixa a suspensão mais macia e as reações mais controladas.

Não fosse pela visibilidade limitada — as dimensões generosas desse carro e o estilo das janelas pequenas têm esse preço —, dirigir o RS e-tron GT seria tão “convencional” quanto o A5, por exemplo: existe até um ruído que lembra uma espaçonave dos filmes de ficção para alertar pedestres e acabar com a monotonia do silêncio.

Mas, se o motorista decidir provocar o novo elétrico alemão, é melhor estar preparado para reações dignas dos carros de corrida. Basta acelerar com pé no fundo para as costas grudarem no banco, mesmo sem ativar o ajuste mais esportivo. E, sinceramente, não parece um veículo com 2.400 kg.

Tudo em família: painel lembra os outros modelos da marca

Tudo em família: painel lembra os outros modelos da marca (Audi/Divulgação)

Durante o teste em pista, quando deu para descobrir os limites do cupê sem infringir nenhuma regra (fosse moral ou legal), as curvas pareciam simples de domar, mesmo em alta velocidade. E o mérito, além de o sistema de tração integral, é do eixo traseiro que gira até 2,8 graus para melhorar a agilidade — e que, a baixa velocidade, facilita as manobras dentro do estacionamento.

Mais do que apenas acelerar, o novato tem sistema de freios com carboneto de tungstênio, que, de acordo com o fabricante, tem durabilidade até 30% maior do que conjuntos convencionais, além de resistir melhor à temperatura. E, na prática, a capacidade de parada do elétrico realmente impressiona.

Espaço interno: quatro pessoas viajam sem aperto no elétrico

Espaço interno: quatro pessoas viajam sem aperto no elétrico (Audi/Divulgação)

Quanto à bateria, há um conjunto de 33 módulos instalado sob o assoalho para baixar o centro de gravidade e melhorar o equilíbrio da carroceria. Afinal, esse componente pesa 630 kg. Se a preocupação é manutenção, há garantia de oito anos (ou 160.000 quilômetros) e cada um dos módulos poderá ser reparado individualmente.

Com autonomia para até 472 quilômetros no ciclo WLTP, mais próximo do uso real, o estreante precisa de 23 minutos no carregador de alta capacidade de até 270 kW. Já em carregadores de 11 kW, como são comuns em residências, o tempo estimado é de quase 8h30.

No fim, o principal desafio do novato será enfrentar a própria família aqui, já que o Taycan Turbo (configuração equivalente ao lançamento da Audi) é mais rápido e custa 891.354 reais. E, por mais 100.000 reais, dá para levar a versão Turbo S, topo de linha, que eleva o desempenho a outro patamar. Só que o RS e-tron GT, por sua vez, é mais domesticado para o dia a dia.

Novo Audi e-tron S Sportback

Topo de linha: nova versão é a mais potente do e-tron Sportback

Topo de linha: nova versão é a mais potente do e-tron Sportback (Audi/Divulgação)

Não será tarefa fácil reconhecer a nova versão topo de linha do SUV-cupê. Isso porque, tirando detalhes como a grade com emblema S e as entradas de ar próximas das rodas dianteiras, não há nenhuma outra mudança em relação à configuração que era vendida aqui desde 2020.

Mas o desempenho promete fazer a alegria de quem preferiu a discrição nas ruas — e se o e-tron S Sportback puder ser definido assim: é o maior torque (força em retomadas) entre os carros já produzidos pela Audi. E a aceleração até os 100 km/h é feita em apenas 4,5 segundos, diz a marca.

São três motores com 503 cv e 99,2 kgfm, números dignos de esportivos, alimentados pelo conjunto de bateria com 95 kWh (igual àquele usado na opção de entrada) com autonomia de até 380 quilômetros no ciclo WLTP, que é mais próximo das situações reais de uso.

Três motores: SUV-cupê tem quase 100 kgfm de torque

Três motores: SUV-cupê tem quase 100 kgfm de torque (Audi/Divulgação)

De série, o estreante oferece piloto automático adaptativo; faróis de LED com luzes dinâmicas; bancos com aquecimento e ventilação para quem está na primeira fileira; teto de vidro panorâmico; rodas aro 21; chave presencial; e ar-condicionado com quatro zonas de temperatura.

E o modelo já está disponível em pré-venda há exato um mês por 779.990 reais. Só que também há opcionais, como cores exclusivas (37.000 reais); visão noturna (21.000 reais); capa de fibra de carbono para os retrovisores (6.000 reais); e câmeras no lugar dos espelhos externos (15.000 reais).

Detalhes: modelo manteve a opção de câmeras no lugar dos retrovisores externos

Detalhes: modelo manteve a opção de câmeras no lugar dos retrovisores externos (Audi/Divulgação)

Não fosse pelo silêncio acima do que é normal para os carros a combustão e a aceleração linear, nem daria para perceber que esse modelo é elétrico. Sendo assim, outras qualidades se destacam: há bom espaço para até cinco pessoas; 615 litros divididos em dois porta-malas; bem como cabine com acabamento caprichado.

Como no RS e-tron GT (ainda que em maior proporção), dá para selecionar entre diferentes modos de condução e, na opção mais confortável, é como dirigir um SUV convencional. Já com a Dynamic, mais esportiva, o Audi fica mais firme, ideal para as rodovias.

Não espere que esse seja um modelo esportivo, porque não é a intenção. Mas a versão estreante tem fôlego suficiente para fazer a alegria de quem busca mais diversão ao volante — e há até modo drift — sem prejudicar o meio ambiente para conseguir isso.

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