Casual

Por que hosts de Airbnb passaram a investigar redes sociais de viajantes para aceitar reservas

Anfitriões do Airbnb relatam a necessidade de maior rigor na seleção de hóspedes para evitar problemas como festas não autorizadas e fraudes

Hosts do Airbnb têm investigado a vida de quem pretende alugar propriedades no aplicativo. (AFP/AFP Photo)

Hosts do Airbnb têm investigado a vida de quem pretende alugar propriedades no aplicativo. (AFP/AFP Photo)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 8 de julho de 2024 às 06h48.

Última atualização em 8 de julho de 2024 às 10h14.

A rejeição de pedidos de reserva no Airbnb é uma realidade comum entre os anfitriões, que frequentemente precisam lidar com situações delicadas e avaliar cuidadosamente os perfis dos hóspedes antes de aceitá-los. A prática de investigar as redes sociais dos solicitantes tem se tornado uma ferramenta essencial para evitar problemas, como festas não autorizadas e fraudes com cartões de crédito. As informações são da CNBC.

Anfitriões como Vicky Borman, por exemplo, recusam reservas quando suspeitam de comportamento inadequado, evidenciando a importância de um processo de seleção rigoroso para manter a segurança e a integridade das propriedades alugadas. Sem avaliações no perfil da solicitante, Borman, que tem status de "Superhost" no Airbnb, investigou as redes sociais da jovem e descobriu um anúncio de festa em St Neots. Ela negou o pedido de reserva.

Essa experiência tornou Borman mais seletiva. Ela verifica perfis sociais dos hóspedes quando suspeita de possíveis problemas. Uma pesquisa com 247 gestores de propriedades de aluguel do Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha e Canadá, realizada pela empresa de segurança domiciliar Minut, confirma a abordagem de Borman. Cerca de 43% dos gestores lidaram com reclamações de barulho, enquanto 25% tiveram a polícia chamada para suas propriedades.

Sebastien Long, CEO da Lodgeur, empresa de aluguel de apartamentos mobiliados em Houston, também adota essa prática. Ele investiga as redes sociais dos hóspedes para verificar a veracidade das informações fornecidas. Além disso, Long realiza buscas de notícias online para verificar antecedentes criminais dos hóspedes. A empresa bloqueia cerca de 2% das reservas, uma medida crucial contra fraudes com cartões de crédito.

Apenas cinco estrelas

Crystal Shell, "superhost" do Airbnb no Alabama, adota uma política rígida: só aceita hóspedes com avaliações de cinco estrelas. Ela aprendeu essa lição após problemas com hóspedes que não seguiam as regras de check-out. Por isso, criou a empresa “Hello Guest Screen”, que fornece informações de check-out nas TVs das propriedades.

De acordo com a CNBC, um porta-voz do Airbnb afirmou que a empresa oferece o AirCover, uma proteção contra danos, e suporte 24/7. Apenas 0,03% das reservas globais resultaram em danos acima de $1.000 (R$ 5,5 mil). O Airbnb incentiva a comunicação entre anfitriões e hóspedes antes da confirmação das reservas.

Borman relata que a pior experiência que teve foi com um homem que reservou seu chalé de última hora, alegando que jantaria na região com a esposa. Eles saíram na mesma noite, após o homem reclamar do colchão e exigir reembolso. Borman encontrou o chalé sujo e com itens faltando. Ela enviou fotos ao Airbnb, que negou o reembolso ao hóspede e exigiu ressarcimento pelos itens danificados.

Essa experiência reforça a importância de uma avaliação criteriosa dos hóspedes para evitar problemas e garantir a segurança e tranquilidade das propriedades alugadas.

Acompanhe tudo sobre:AirbnbHotéis

Mais de Casual

3,5 mil quartos e R$ 100 milhões em reformas: os planos da Meliá para o Brasil

Senna e filme sobre Fórmula 1: como o esporte tem se tornado tendência nos streamings e cinemas

Os 5 melhores filmes e séries para maratonar no fim de semana

Jefferson Rueda volta ao comando da Casa do Porco com novo menu ainda mais do 'interior'

Mais na Exame