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Para dobrar as vendas do RAV4 no Brasil, Toyota lança versão mais acessível

Novo modelo, cujas vendas começam em maio, custa a partir de R$ 317 mil; com mudança de posicionamento, montadora espera faturar pelo menos R$ 1,4 bilhão em 2026 só com esse SUV

RAV4: o SUV mais vendido do mundo (Divulgação)

RAV4: o SUV mais vendido do mundo (Divulgação)

Daniel Salles
Daniel Salles

Repórter

Publicado em 14 de abril de 2026 às 07h02.

Última atualização em 14 de abril de 2026 às 07h24.

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O Toyota RAV4 é o SUV mais vendido do mundo. Nos últimos 30 anos, a montadora sediada no Japão comercializou mais de 20 milhões de unidades em mais de 180 países. No Brasil, foram cerca de 2.250 exemplares no ano passado. Com o lançamento da versão de 2026 — ou melhor, das duas versões, a S e a SX —, a subsidiária pretende dobrar as vendas do modelo neste ano e faturar R$ 1,4 bilhão, pelo menos, só com esse SUV.

O salto se deve, em grande medida, a uma mudança de posicionamento. O RAV4 2025 — que dispõe de uma única versão, a SX — custa a partir de R$ 349.290. Pois o preço do SX 2026 é exatamente o mesmo. Já o novo RAV4 S, uma versão de entrada, parte de R$ 317.190 — 10% a menos que a geração anterior. O lançamento estará à venda no Brasil a partir de maio.

A EXAME testou o novo RAV4, em primeira mão, no início de abril. Esteticamente, ele chama a atenção por conta do capô esculpido e dos para-lamas angulares que conferem um visual contemporâneo e um ar de robustez. “O conceito adotado na dianteira ganhou o nome de ‘hammerhead’, que privilegia o design funcional”, explicou Soraya Battistini, gerente geral da área comercial da Toyota do Brasil, antes do test-drive.

Como é o RAV4, da Toyota?

Tanto a versão S quanto a SX exibem rodas de aro 20 e traseira mais verticalizada. De acordo com a montadora, o design lateral, marcado por elementos hexagonais e octogonais, contribui com a eficiência aerodinâmica e reduz o ruído percebido dentro da cabine em até 8%.

Outra melhoria: o banco traseiro encontra-se numa posição mais baixa e a área envidraçada nas laterais e na tampa traseira está maior, tudo para melhorar a visibilidade do motorista.

Por falar nisso, o chamado head-up display, sistema que projeta informações no para-brisa como a velocidade atual, é colorido. E faz projeções inclinadas com três modos de visualização. Com isso, cada motorista fica livre para definir a quantidade de interferências que deseja no seu campo de visão.

A nada discreta central multímidia (de 12,9 polegadas na versão SX) rouba a cena. Desenvolvida com LCD de alto contraste e acabamento antirreflexo, dispõe de um novo botão, o “home”, mantido sempre visível (seja no sistema nativo, no Apple CarPlay ou no Android Auto), para acesso rápido às principais funcionalidades.

Faltou falar dos dois carregadores sem fio independentes para motorista e passageiro e das saídas USB para todos os ocupantes. Exclusividade da versão SX, o teto panorâmico reforça a sensação de amplitude e luminosidade na cabine.

Estamos falando de um SUV equipado com a quinta geração do sistema híbrido full da Toyota. "A estratégia da montadora em direção à neutralidade de carbono é 'multi-pathway'", lembrou, na apresentação do novo RAV4, Maurílio Pacheco, diretor comercial da subsidiária brasileira. Isso significa que a empresa não aposta no adeus imediato aos combustíveis fósseis.

Há diferentes modos de condução selecionáveis, incluindo “normal”, “eco”, “sport” e “custom”, além das funções “trail” e “snow”. No caso de curtas distâncias e baixas velocidades, o modo totalmente elétrico é uma opção, dependendo das condições de carga da bateria. O sistema de pré-colisão com detecção de pedestres (PCS + PD) e o controle de cruzeiro adaptativo dinâmico (DRCC) são algumas das tecnologias embarcadas.

Com 2.5 litros de quatro cilindros, o motor a combustão atua em conjunto com o motor elétrico principal (MG2) por meio de uma transmissão continuamente variável do tipo planetária. Isso se traduz em respostas rápidas e desempenho consistente. O MG2, junto com outro motor elétrico, encarrega-se da recarga da bateria de íons de lítio.

Os detalhes do motor

E há um motor elétrico adicional no eixo traseiro, responsável pela tração integral elétrica e pela distribuição dinâmica de torque entre os eixos, ampliando a capacidade de tração e a estabilidade em diferentes condições de uso.

Para encurtar: a potência combinada é de 239 cv, sendo que o motor elétrico traseiro gera 54 cv e 12,3 kgfm de torque, contribuindo para uma condução mais segura, previsível e eficiente. De acordo com o Inmetro, o novo RAV4 registra médias de consumo de 15,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada, sempre com gasolina.

Testamos a novidade tanto na cidade, quanto em rodovias e até em uma estrada de terra — o trajeto escolhido começou no Itaim Bibi, em São Paulo, e terminou no hotel Lake Vilas, em Amparo, no interior do estado. Ao volante, foi possível comprovar o que o Maurílio Pacheco havia dito pouco antes: “A eficiência do novo RAV4 não compromete o desempenho”.

Trata-se, afinal, de um SUV pensando tanto para ambientes urbanos quanto para longas viagens e estradas acidentadas — como convém a qualquer veículo do gênero. E de um SUV, no que depender da Toyota, que será cada vez mais avistado por aí.

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