Groenlândia: Passagens e custo diário elevados levaram o território ártico ao topo da lista dos destinos mais caros do mundo em 2026 (Pexels)
Jonalista colaborador
Publicado em 20 de agosto de 2026 às 12h17.
Um novo levantamento da Squaremouth, marketplace de seguros de viagem, colocou a Groenlândia no topo da lista dos destinos mais caros do mundo para 2026. A empresa cruzou dados de mais de 100 mil apólices vendidas, respostas de mais de 6 mil clientes e informações de plataformas de reservas externas para montar um índice de custo que cobre 50 roteiros turísticos ao redor do planeta.
O ranking considerou cinco frentes de gasto: custo médio diário da viagem, valor das passagens aéreas, preço de hospedagem, aluguel de carro e despesas com alimentação e bebidas no destino. Com esse conjunto de variáveis, a Squaremouth chegou a uma pontuação de zero a dez para cada lugar analisado, e a Groenlândia liderou com índice de 9,84.
O território ártico virou destino de desejo entre viajantes que buscam geleiras, fiordes cortados por icebergs, vilarejos coloridos e a aurora boreal. Esse apelo, somado à logística de chegar a uma região remota, ajuda a explicar os valores do estudo.
A passagem aérea até a Groenlândia custa em média US$ 1.357, o equivalente a cerca de R$ 7.017 na cotação atual. O gasto diário estimado no destino chega a US$ 1.171, ou aproximadamente R$ 6.054, somando hospedagem, alimentação e deslocamentos locais.
Ilhas Virgens Britânicas: Diárias de hotel em média US$ 1.137, cerca de R$ 5.878, colocaram o arquipélago na segunda posição do ranking (Pexels)
Logo atrás aparecem as Ilhas Virgens Britânicas, na segunda posição, puxadas principalmente pelo valor das diárias de hotel. A média fica em US$ 1.137 por noite, cerca de R$ 5.878, reflexo de uma oferta concentrada em resorts de luxo, vilas privadas e passeios de veleiro. O custo diário total da viagem no arquipélago caribenho soma US$ 925, cerca de R$ 4.782.
A Polinésia Francesa ficou com a terceira colocação, sustentada pelas diárias de hospedagem mais altas de todo o levantamento, US$ 1.382 em média, cerca de R$ 7.146. Parte desse valor está ligada aos bangalôs sobre a água, símbolo do destino e um dos principais motivos que levam viajantes a reservar a estadia mesmo com o preço elevado.
A Antártida ficou na quarta posição do ranking geral, mas registrou o maior custo diário médio entre todos os destinos avaliados, US$ 1.511, cerca de R$ 7.812 por dia. Diferente de um roteiro convencional, chegar ao continente branco costuma exigir um voo até Ushuaia, na Argentina, seguido do embarque em um navio de expedição, etapa que concentra boa parte do valor final da viagem.
Ilhas Turks e Caicos: Um dos destinos que aparece entre os quinze mais caros do levantamento da Squaremouth para 2026 (Pexels)
Depois de Groenlândia, Ilhas Virgens Britânicas, Polinésia Francesa e Antártida, o levantamento aponta Maldivas, Suíça, Zimbábue e Ilhas Turks e Caicos, seguidos por um empate entre Botsuana, Anguila e Santa Lúcia na nona posição. Namíbia e Islândia dividem a décima segunda colocação, com Noruega em décimo quarto e Zâmbia fechando a lista das quinze posições mais caras.
A Squaremouth também identificou um padrão nos tipos de viagem com maior gasto: destinos polares e de expedição lideram, seguidos por roteiros de ilha e praia, e depois por safáris e observação de vida selvagem. Na pesquisa com clientes, 45% dos entrevistados disseram esperar aumento no orçamento de viagens em 2026, e 23% afirmaram que pretendem gastar mais para garantir uma experiência premium.
Entre os detalhes do levantamento, as Bermudas aparecem com o preço médio mais alto do mundo para uma refeição em restaurante simples, US$ 68,83, cerca de R$ 356, valor que mostra como o custo de vida local pesa tanto quanto passagens e hospedagem no total da viagem.